Ueno patrocinou evento da extrema-direita com Eduardo BolsonaroReprodução/The Hispanic Prosperity Gala O banco digital Ueno, liquidado pelo Banco Central do Paraguai, foi patrocinador de um evento de gala da extrema-direita nos Estados Unidos, que contou com a presença de ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL).
As informações são do Carta Capital.O evento foi realizado em fevereiro de 2026, no resort de luxo Mar-a-Lago, em Palm Beach, na Flórida. O resort é de propriedade do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicanos).Além de Eduardo Bolsonaro, também estavam no evento o atual presidente da Argentina, Javier Milei, e o deputado federal Mario Frias (PL). O evento, chamado em inglês de The Hispanic Prosperity Gala, Gala da Prosperidade Hispânica em português, tinha como objetivo celebrar os 250 anos de contribuições hispânicas para os Estados Unidos.Além do banco digital Ueno, organizações como a Latinos for America First e a Nineline Veteran Service, que prestam serviços a veteranos do exército dos americanos, também patrocinaram a cerimônia.O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) também foi convidado para o encontro.
Também em fevereiro, ele agradeceu pelas redes sociais Tony Delgado, um dos organizadores, pelo convite ao evento.The Hispanic Prosperity GalaO evento The Hispanic Prosperity Gala é organizado pelo grupo Latino Wall Street. A celebração reuniu lideranças latinas conservadoras, empresários, investidores e figuras políticas influentes das Américas.De acordo com o site do The Hispanic Prosperity Gala, o encontro celebra o empreendedorismo e o avanço econômico da comunidade hispânica.O evento apoia iniciativas focadas em educação financeira, empreendedorismo, mentoria, desenvolvimento de liderança e oportunidades educacionais.Além disso, eles buscam capacitar empreendedores, investidores e famílias hispânicas para contribuir para o crescimento econômico e a prosperidade contínua dos Estados Unidos, conforme informou o site do evento.Uma segunda edição está agendada para o dia 11 de março de 2027.A crise paraguaiaA crise começou após o Banco Central do Paraguai determinar a liquidação do Ueno, instituição controlada pelo Grupo Vázquez.
O regulador identificou problemas nos índices de solvência relacionados a empréstimos concedidos a empresas ligadas ao grupo.O banco tinha cerca de 3 milhões de clientes e concentrava aproximadamente US$ 850 milhões em depósitos públicos, incluindo recursos do Instituto de Previdência Social do Paraguai.O presidente do Paraguai, Santiago Peña, foi acionista do grupo controlador da instituição até março de 2025.
A oposição passou a questionar a relação do presidente com o banco e apontou possíveis conflitos de interesse, irregularidades na gestão de recursos previdenciários e falhas na fiscalização.O caso também provocou a saída do presidente do Banco Central, Carlos Carvallo, e a abertura de investigações contra dirigentes da instituição financeira.
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