O presidente do Paraguai, Santiago Peña, é reportado como tendo renunciado ao cargo enquanto a Câmara dos Deputados analisa um pedido de impeachment contra ele. Segundo a imprensa paraguaia e agências internacionais, a saída seria apresentada ao Congresso, mas não há confirmação de que o pedido tenha sido formalizado.
Se a renúncia se confirmar, o vice-presidente Pedro Alliana assumiria a Presidência, segundo o Partido Colorado. A crise tem origem no fechamento do Ueno Bank, determinado pelo Banco Central do Paraguai por insolvência.
Na véspera, a Presidência paraguaia negou rumores de que Peña renunciaria. Em comunicado, afirmou que o presidente seguia no exercício de suas funções.
Já o Partido Colorado, presidido por Horacio Cartes, presidente da Asociación Nacional Republicana, disse que Peña apresentaria sua renúncia ao Congresso e que a intenção é que Alliana assuma a Presidência. Segundo a imprensa paraguaia, cabe ao Congresso decidir se aceita ou não a renúncia, e Peña deveria apresentar o pedido formalmente ao Legislativo.
Caso a renúncia seja negada, o Congresso pode seguir com o processo de impeachment já aberto contra o mandatário. As fontes consultadas divergem sobre se a renúncia já ocorreu, e nenhuma delas registra o recebimento do documento pelo Congresso.
A Câmara dos Deputados do Paraguai realizou sessão extraordinária em 5 de novembro de 2026 para analisar o pedido de julgamento político contra Peña. O pedido acusa o presidente de conflito de interesses, manipulação regulatória, ultrapassagem de limites de crédito, benefício patrimonial e dano à confiança no sistema financeiro.
Esse é o primeiro passo formal do processo, que, no caso paraguaio, depende de votação na Câmara para que o libelo acusatório seja aprovado. Veja também: Paraguai decreta feriado nacional para festejar vitória histórica contra Alemanha na Copa do Mundo FIFA 2026
As fontes divergem sobre o andamento da votação. Uma delas afirma que a Câmara aprovou a abertura do processo de impeachment.
As demais tratam a sessão como início da discussão e não registram votação concluída. Segundo a imprensa paraguaia, a Bancada ANR ‘A’ confirmou apoio ao libelo, e a Bancada ANR ‘B’ já havia anunciado apoio unânime.
As bancadas são grupos internos da ANR, sigla do Partido Colorado, e os votos somados ultrapassariam os dois terços exigidos na Câmara, segundo essa mesma fonte. O Banco Central do Paraguai (BCP) justificou a medida com a insolvência, situação em que uma instituição financeira não consegue honrar seus compromissos.
Com a decisão, a autoridade suspendeu as operações e iniciou o procedimento de resolução do banco digital. Carvallo presidia o BCP desde 2023 e já havia ocupado posição de direção no Ueno Bank.
Peña é economista de formação e foi acionista da Ueno Holding até março de 2025, empresa ligada ao grupo controlador do banco. A oposição usa esse vínculo como base da acusação contra o presidente.
A dissolução do banco, segundo as fontes, afeta especialmente Peña, que chefia o Estado e o governo paraguaios e deveria ser o principal responsável pela resposta à crise. O Banco Central do Paraguai informou o limite de ressarcimento aos clientes afetados pela resolução do banco.
O material apurado não traz o procedimento para solicitar o pagamento, nem prazos para a devolução dos valores. Por isso, a redação não tem como orientar o leitor sobre como pedir o ressarcimento.
O Ueno Bank era o maior banco digital do Paraguai. Segundo reportagem do Metrópoles, a instituição tinha mais de três milhões de clientes e atendia cerca de 40% da população paraguaia.
Esse tamanho explica por que a resolução do banco se tornou uma crise política, e não apenas bancária. Ao mesmo tempo, o vínculo do presidente com a Ueno Holding, que ele deixou em março de 2025, passou a ser o centro da acusação na Câmara.
Ainda não se sabe se a renúncia foi formalmente apresentada ao Congresso, nem se o Legislativo a aceitará. Também não há resultado final da votação do libelo acusatório na Câmara.
Se o pedido for aprovado, a tramitação seguirá para o Senado, onde são necessários 30 de 45 votos para a destituição. A oposição no Senado já disse que votará pela destituição.
Não há confirmação oficial sobre a posse de Alliana como presidente. A Infobae, citada pela imprensa paraguaia, relata que Antonio Barrios seria o favorito para a vice-presidência, sem confirmação oficial.
Senadores opositores anunciaram acusações de enriquecimento ilícito e tráfico de influência contra Peña, mas essas acusações aparecem em apenas uma fonte. Também há relato de investigação criminal de ofício contra o presidente, atribuída a fontes do Ministério Público, que não foi confirmada por outra fonte independente.
A Câmara deve votar o libelo, mas o horário e o resultado da votação ainda não foram informados.
Mixvale