Empresas estão vendo o custo das viagens corporativas aumentar em meio à pressão do querosene de aviação (QAV) sobre as passagens aéreas. O aumento do preço de deslocamento ocorre em ritmo acelerado na comparação com outros gastos, como hospedagem e alimentação, cenário agravado por compras sem antecedência.Para se ter uma ideia, empresas pagam, em média, R$ 1.080,42 a mais nas passagens aéreas adquiridas nos dias mais próximos ao embarque em comparação com aquisições feitas com cerca de 42 dias de antecedência.
No terceiro trimestre de 2026, o ticket médio das passagens foi de R$ 2.063,12 nas compras realizadas a 5,6 dias da viagem, 110% a mais que os R$ 982,70 registrados nas emissões feitas a 41,9 dias do voo.Os dados são do Paytrack Index, um levantamento da plataforma de gestão de despesas corporativas Paytrack.
O indicador tem como base transações de passagens aéreas, hospedagem, alimentação e mobilidade equivalentes a mais de R$ 5 bilhões movimentados por ano.“O que chama atenção é que o ticket médio das passagens compradas na janela crítica subiu cerca de 20% na comparação anual, enquanto os demais perfis registraram variações de apenas um dígito.
Quando descontamos a inflação, o valor das passagens adquiridas na ‘janela ótima’ fica praticamente no mesmo patamar do ano passado. Isso mostra que a alta real está concentrada nas compras de última hora”, analisa o presidente do Conselho de Turismo da FecomercioSP, Guilherme Dietze.No quesito passagens aéreas, o levantamento divide as compras em três perfis de antecedência.
Na janela moderada, com média de 15,4 dias antes do embarque, o ticket é de R$ 1.410,46. O valor fica 43,5% acima do perfil ótimo, de 41,9 dias, e sobe outros 46,3% até o perfil crítico, de 5,6 dias.
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