247 – O presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, iniciou uma rodada de conversas com dirigentes de legendas para discutir a formação da base política do quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A articulação busca identificar quais propostas poderão reunir apoio das legendas e o grau de compromisso de cada uma com a próxima gestão.
Segundo o g1, Edinho foi encarregado por Lula de conversar com partidos de centro e levantar as agendas das siglas, identificando pontos de aproximação e divergência em relação às propostas do governo. Os encontros começaram na semana passada e devem terminar até o fim desta semana.
Entre as legendas incluídas no cronograma estão Podemos, PSD, MDB, Republicanos e União Brasil. Segundo auxiliares de Lula, o presidente quer saber quanto cada partido está disposto a contribuir com o próximo governo e quais pautas poderão integrar uma agenda comum.
Neste primeiro momento, as conversas não envolvem negociações sobre a distribuição de cargos. MDB sinaliza disposição para apoiar agendas de consenso
Em uma das reuniões, Edinho conversou com o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi. Segundo relatos, o encontro não tratou diretamente da ocupação de ministérios ou de outros postos no governo.
Baleia Rossi teria manifestado disposição para “garantir a estabilidade para o país” e apoiar propostas de consenso, principalmente na área econômica. Em publicação nas redes sociais, o dirigente emedebista declarou: “Guardadas as diferenças entre nossos partidos, podemos encontrar caminhos comuns para os temas nacionais, como o crescimento econômico e a geração de mais oportunidades.
O MDB é o partido do diálogo. O Brasil precisa de pacificação”, disse Baleia Rossi.
Lula quer mudar modelo de negociação com partidos A articulação também envolve uma mudança na forma de organizar a relação do governo com as legendas aliadas.
Lula não pretende repetir o modelo adotado a partir de 2023, quando bancadas de um mesmo partido na Câmara dos Deputados e no Senado indicavam ministros separadamente. Na semana passada, Edinho Silva afirmou que as conversas sobre a composição do novo governo devem ganhar velocidade depois do retorno de Lula da conferência do clima da ONU, a COP, na Turquia.
O evento está previsto para ocorrer entre 9 e 20 de novembro. A expectativa é que os chefes de Estado, incluindo Lula, participem das atividades nos dias 11 e 12.
O presidente do PT também afirmou que será necessário organizar uma transição, apesar da continuidade de Lula no Palácio do Planalto. Os novos ministros deverão estabelecer diálogo com os atuais titulares das pastas.
Mesmo nos ministérios em que houver permanência dos atuais comandantes, poderá ocorrer uma reorganização das estruturas administrativas, inclusive nas representações estaduais.
Brasil 247