O esforço do Canadá para reduzir sua dependência econômica dos Estados Unidos não mudará após a derrota esmagadora do Partido Republicano nas eleições de meio de mandato, afirmou nesta quarta-feira (4) um funcionário canadense. O primeiro-ministro Mark Carney tem sustentado que o comércio com os Estados Unidos, pilar da economia canadense, não voltará à normalidade anterior ao governo de Donald Trump e que seu país precisa diversificar urgentemente suas relações comerciais.
Os líderes do Partido Democrata têm criticado a guerra comercial de Trump contra o Canadá e pedido a reversão das tarifas que afetaram empresas dos dois lados da fronteira. No entanto, o ministro canadense responsável pelo comércio entre Washington e Ottawa, Dominic LeBlanc, ressaltou nesta quarta-feira que a prioridade de seu país de reposicionar a economia "não mudou".
"Obviamente, tomamos nota dos resultados eleitorais nos Estados Unidos", disse à imprensa, destacando que as negociações comerciais continuarão sendo conduzidas com a Casa Branca, e não com o futuro Congresso, que será controlado pelos democratas. @@NOTICIAS_RELACIONADAS@@
O governo de Carney está comprometido em "diversificar nossas relações comerciais", acrescentou. As tarifas de Trump atingiram duramente a economia canadense, e seus comentários recorrentes de que o Canadá poderia se tornar o 51º estado americano provocaram boicotes a produtos dos Estados Unidos.
Carney interrompeu as negociações comerciais em agosto, acusando Washington de tentar impor condições que violavam a soberania canadense, mas, nos últimos dias, adotou um tom mais otimista. "Conseguimos avançar, mas ainda não terminamos", disse Carney na terça-feira.
A equipe de Trump recuou de algumas "linhas vermelhas" canadenses, acrescentou, sem dar detalhes. Trump afirmou no fim do mês passado que esperava chegar a um novo acordo comercial com o Canadá "muito em breve", mas garantias anteriores do presidente sobre o assunto não se concretizaram.
Folha de Pernambuco