O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, deu 15 dias para a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar sobre um pedido da Polícia Federal (PF) para prorrogar por mais 90 dias a investigação sobre o financiamento de Dark Horse. O filme retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre em prisão domiciliar pena de 27 anos pela participação na trama golpista.
A decisão foi assinada nesta quarta-feira (4/11). O inquérito tem entre os investigados o senador Flávio Bolsonaro (PL), o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) e o deputado federal Mário Frias (PL).
A PF solicitou a prorrogação para concluir diligências pendentes. O caso apura suspeitas de irregularidades no financiamento da produção cinematográfica, incluindo a possível utilização de recursos ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
O inquérito é relatado pelo ministro André Mendonça, mas está sob análise da Presidência do STF. Em uma análise complementar, a PF apontou contradições no depoimento do empresário e delator Antônio Carlos Freixo Júnior, o Mineiro, sobre remessas de US$ 12,3 milhões a um fundo nos Estados Unidos investigado por envolvimento no financiamento do filme.
Dono da Entre Investimentos, Mineiro afirmou ter realizado as transferências a pedido do pastor Fabiano Zettel, com o aval de Vorcaro. O empresário disse, porém, que acreditava investir em empreendimentos imobiliários e que só soube pela imprensa da destinação dos recursos ao filme.
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