Fernando Bermuda já havia ameaçado demitir servidores que não votassem em Flávio Bolsonaro O prefeito de Campestre do Maranhão (MA), Fernando Bermuda (Republicanos), afirmou em um vídeo que a oferta de determinados serviços públicos municipais pode ser interrompida após a derrota de políticos aliados e a reeleição do presidente Lula (PT).
As declarações constam de um vídeo obtido pelo site Metrópoles. Em agosto, Bermuda já havia ameaçado demitir servidores municipais que não apoiassem Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência.
No novo vídeo, o prefeito disse que o município já não terá shows de aniversário e de revéillon — segundo ele, por falta de recursos e de apoio parlamentar. “A população que votou nos outros (candidatos), quando chegar no hospital, lembre-se: se faltar algum recurso, faltar remédio, médico, algum buraco na rua, o que faltar de serviços públicos, foi o seu voto que contribuiu para isso”, disse.
Ao menos dois parlamentares apoiados por Bermuda venceram as eleições com votação histórica. Pedro Lucas Fernandes (União) foi reeleito deputado federal com 188.853 votos, o mais votado do Maranhão. Paulo Casé Fernandes (União) se elegeu deputado estadual com 95.608 votos, o mais votado do partido no estado.
Em nota, a prefeitura disse não haver intenção de suspender os serviços de atendimento especializado oferecidos à população. “O que está sendo avaliado é uma readequação temporária da oferta de serviços, considerando a disponibilidade orçamentária atual e as incertezas em relação aos recursos previstos para 2027.”
Ana Luiza Basilio Repórter do site de CartaCapital Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu.
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