O presidente do Paraguai, Santiago Peña, aliado político de Donald Trump, anunciou sua renúncia nesta quinta-feira (5), em meio a uma crise bancária que deixou quase três milhões de pessoas sem acesso ao próprio dinheiro. A decisão ocorreu enquanto o Congresso discutia a abertura de um processo de impeachment contra o mandatário.
A crise começou após o Banco Central determinar a intervenção no Ueno Bank, uma das principais instituições financeiras do país, por problemas de solvência. O bloqueio das contas provocou protestos nas ruas de Assunção e aumentou a pressão sobre o governo.
Além disso, Peña enfrentou acusações de conflito de interesses por sua antiga participação no grupo controlador do banco, do qual foi acionista até março de 2025. A oposição também questionou possíveis irregularidades envolvendo recursos públicos.
A pressão política aumentou quando integrantes do próprio Partido Colorado, legenda do presidente, anunciaram apoio ao impeachment. O escândalo também provocou a saída do presidente do Banco Central e a prisão de oito dirigentes ligados à instituição financeira.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Peña afirmou que renunciou para preservar a estabilidade do país e pediu desculpas à população. Agora, o Congresso deverá analisar a renúncia.
Caso seja aceita, o vice-presidente Pedro Alliana assumirá o governo até agosto de 2028. Saiba mais no Uol.
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Foto: José Cruz/ Agência Brasil
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