O colapso do Ueno Bank, comparado ao banco Master brasileiro, provocou uma crise financeira e política no Paraguai que culminou na renúncia do presidente Santiago Peña nesta quinta-feira (5). A instituição atendia quase três milhões de clientes, que ficaram sem acesso às próprias contas e cartões.
Segundo as autoridades paraguaias, o banco concedeu empréstimos excessivos e de alto risco a empresas do próprio grupo controlador, o Grupo Vázquez. Com dificuldades para recuperar os valores, a capacidade financeira da instituição caiu para menos da metade do mínimo exigido por lei.
Diante disso, o Banco Central interveio e iniciou a liquidação do Ueno. Além do dinheiro dos correntistas, o banco administrava cerca de US$ 850 milhões em recursos públicos, incluindo fundos de pensão e aposentadorias.
O bloqueio das operações provocou filas nas agências, protestos nas ruas de Assunção e preocupação sobre a devolução dos depósitos. A ligação entre a instituição e o governo ampliou a pressão política.
Peña foi acionista do grupo controlador do Ueno até março de 2025. Já Carlos Carvallo, então presidente do Banco Central e ex-dirigente do banco, deixou o cargo.
Além disso, a Justiça determinou a prisão de oito executivos por suspeita de crimes financeiros. Em meio à crise, 35 deputados da oposição apresentaram um pedido de impeachment contra Peña e seu vice, com acusações de conflito de interesses e irregularidades financeiras.
O presidente anunciou a renúncia e afirmou que tomou a decisão para preservar a estabilidade do país e as instituições democráticas. Saiba mais no Uol.
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Foto: reprodução/X
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