Modelo de política econômica do PT é muito desequilibrado, avalia Azevedo, da Ibiuna

Modelo de política econômica do PT é muito desequilibrado, avalia Azevedo, da Ibiuna - Foto
Fonte da notícia: Info Money Info Money

CHICAGO – A política econômica promovida pelos governos do PT é “muito desequilibrada”, na avaliação do sócio da Ibiúna Investimentos, Rodrigo Azevedo. A declaração foi feita durante a Conferência MBA Brasil 2026, neste domingo (6).“Para atender as demandas sociais, a velocidade do gasto público é muito mais alta [sob o governo do PT]”, disse ele.

Segundo a explicação do gestor, os governos petistas buscam acelerar a economia pela demanda e “o Banco Central pisa no freio para conter a inflação.”Para Azevedo, o governo Temer, antes da pandemia, foi um bom exemplo de juro a 4,5 e 6% ao ano, além de câmbio estável e inflação na meta.

“As pessoas querem mágica e inventam outra razão para o juro alto”, afirmou, ao reforçar a necessidade de ajuste fiscal.“A discussão toda do André Lara Rezende é much ado about nothing (muito barulho por nada, em tradução livre para o português). Toda a proposta dele parte do princípio da existência de que terá um ajuste fiscal.

Se seguir essa premissa, de ter o ajuste fiscal, todo o resto vai se ajustar”, completou.Na semana passada, relatos de que uma ala do governo estaria disposta a encampar as ideias do economista André Lara Rezende, um dos pais do Plano Real, de reduzir o ritmo de crescimento da dívida pública via cortes agressivos da taxa Selic aumentaram o desconforto dos investidores.O especialista, considerado um dos pais do Plano Real, considera que o cerne do problema fiscal está no serviço da dívida e propõe a definição de metas fiscais e monetárias para um período de quatro a cinco anos – com o BC reduzindo gradualmente o juro básico nos primeiros 12 meses para perto de 7,5% ao ano.Nas suas contas, para uma dívida que corresponde a 80% do PIB, essa redução do custo médio da dívida equivaleria a uma economia fiscal de cerca de 4% do PIB ao ano.Rodrigo Azevedo vê que, no Brasil, “não dá para fazer ajuste fiscal gradual porque investidores não benefício da dúvida.

Não tem condições políticas e de fazer um ajuste desses, aí faz de forma desordenada e eventualmente o câmbio dispara, inflação sobe e economia afunda. A inflação alta acaba fazendo o ajuste.

Há probabilidade grande de termos ajuste desordenado nos próximos quatro anos.”Encontro com estudantes de MBARodrigo Azevedo participou da Conferência MBA Brasil 2026, que chega à quinta edição neste ano. Desta vez, nos dias 6 e 7 de novembro, reuniu em Chicago, nos Estados Unidos, executivos de algumas das maiores empresas do Brasil e do mundo para discutir os rumos e as perspectivas de negócios dos principais setores da economia e do empreendedorismo brasileiros.*A repórter viajou a convite da MBA Brasil

Publicação Original Info Money infomoney.com.br
Acessar no site oficial
Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X
Curadoria e Apuração Editorial QTU Conteúdo jornalístico publicado em conformidade com os nossos Princípios Editoriais e política de transparência.
Conhecer a Redação →