Orleans, em SC, foi dada como dote por Dom Pedro II à Princesa Isabel

Orleans, em SC, foi dada como dote por Dom Pedro II à Princesa Isabel - Foto
Fonte da notícia: Mixvale Mixvale

Orleans, no Sul de Santa Catarina, foi dada como dote pelo imperador Dom Pedro II à filha, a Princesa Isabel, no casamento dela com o príncipe francês Luís Filipe Maria Fernando Gastão de Orléans, o Conde d’Eu, em 1864. A cidade recebeu o nome da família francesa do príncipe.

A reportagem atribui ao IBGE um PIB de R$ 1,4 bilhão para o município. A apuração não confirmou esse valor em base oficial do instituto, e por isso ele aparece aqui apenas como informação da fonte.

Os fatos narrados ocorreram entre 1864 e 1913. Em 1870, um ato imperial permitiu ao casal escolher terras entre Santa Catarina e Sergipe.

Uma comissão de engenheiros e agrimensores percorreu diferentes regiões, e os príncipes aprovaram a área do Vale do Rio Tubarão. A escolha considerou a descoberta de carvão mineral e os planos para uma estrada de ferro na região, segundo a reportagem.

Continue lendo: Temporais em Santa Catarina deixam duas mortes e 109 municípios afetados O Conde d’Eu visitou o local pela estrada de ferro em 26 de dezembro de 1884, um dia após o Natal.

Ele apontou o ponto abaixo da ponte férrea sobre o Rio Tubarão como o lugar da cidade. Do canteiro de obras da estrada, o príncipe declarou: “Aqui nascerá uma cidade com o nome de Orleans“.

O nome homenageou a família dele, de origem nobre na França. Segundo a reportagem, a escolha levou à abertura de ruas, à venda dos primeiros lotes e à construção da Capela nas imediações da estrada de ferro, já em 1885.

A reportagem informa que a área inicial tinha 12 léguas, cerca de 58 quilômetros, entre os rios Tubarão e Braço do Norte. Essa área abrange partes de municípios como São Ludgero, Anitápolis e Armazém, além de Orleans, Grão-Pará, Rio Fortuna e Santa Rosa de Lima.

Outra reportagem, citando o Museu Princesa Isabel, fala em 98 léguas quadradas (411,6 km²) para o patrimônio dotal e em 12 léguas quadradas como a demarcação de 1875 para a colônia. As duas medidas não coincidem, e a apuração não definiu qual delas descreve o dote.

A Colônia Grão-Pará foi criada em 1882 para receber colonos italianos, alemães, letos, poloneses e brasileiros. Saiba mais: Consórcio ganha espaço na compra de elétricos em Santa Catarina

Em outubro de 1888, uma lei provincial transformou a colônia no Distrito de Orleans do Sul. A partir daí, a localidade deixou de ser administrada como colônia.

A Lei Estadual nº 981, de 30 de agosto de 1913, elevou o local a município, com instalação em 20 de outubro do mesmo ano. Segundo a reportagem, a criação do município resultou do trabalho de lideranças de Tubarão, lideradas pelo deputado Acácio Moreira.

A data de instalação aparece apenas nessa reportagem e não foi confirmada em outra fonte. A economia do município tem base no agronegócio, com destaque para a avicultura e a suinocultura, segundo a reportagem.

A indústria, o comércio e o turismo também aparecem como atividades fortes. A reportagem cita Orleans como um dos principais produtores de ovos e frangos do estado.

Avenidas abertas na colônia, como a XV de Novembro, a Antônio da Silva Cascaes, a Aristiliano Ramos e a Miguel Couto, seguem em uso e, segundo a reportagem, suportam o trânsito da cidade há mais de 100 anos. Os valores abaixo vêm de fontes distintas, e cada um traz a origem informada.

A Prefeitura de Orleans abriu inscrições para um concurso que escolherá Conde e Princesa de Orleans como embaixadores culturais do município. Fernando Cruzetta, citado como prefeito na reportagem sobre o concurso, disse: “O concurso permite que nossos jovens conheçam ainda mais essa trajetória”.

A data de publicação do concurso não foi confirmada na página consultada, e não se sabe se a abertura das inscrições é recente.

Publicação Original Mixvale mixvale.com.br
Acessar no site oficial
Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X
Curadoria e Apuração Editorial QTU Conteúdo jornalístico publicado em conformidade com os nossos Princípios Editoriais e política de transparência.
Conhecer a Redação →