Escolha ocorre em votação secreta no início de fevereiro de 2027; candidato precisa de pelo menos 41 votos para comandar a Casa pelos próximos dois anos Resumo e áudio gerados por inteligência artificial a partir do texto desta matéria.
A eleição para a presidência do Senado Federal é uma das primeiras decisões políticas do Congresso Nacional no início de cada legislatura. Em 1º de fevereiro de 2027, os 81 senadores vão escolher quem ficará responsável por comandar a Casa pelos dois anos seguintes, período que corresponde ao mandato da Mesa Diretora.
A disputa envolve o atual presidente, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que busca permanecer no cargo, o senador Rogério Marinho (PL-RN), lançado pelo Partido Liberal, e a senadora Tereza Cristina (PP-MS), que também busca apoio para se tornar a primeira mulher no comando da Casa.
Mas como funciona essa escolha? Diferentemente das eleições para presidente da República, governador ou prefeito, a votação é feita exclusivamente pelos próprios senadores. Não há participação direta dos eleitores, e o resultado depende da maioria dos votos dos integrantes da Casa.
A escolha está prevista para 1º de fevereiro de 2027, data em que começa a nova legislatura do Congresso Nacional. Nesse dia, os senadores eleitos em 2026 tomam posse e prestam o compromisso regimental.
A eleição define a composição da Mesa do Senado, responsável por dirigir os trabalhos da Casa. Além do presidente, os senadores escolhem dois vice-presidentes, quatro secretários e quatro suplentes de secretário.
Os cargos são preenchidos por votação secreta, com possibilidade de votação conjunta para algumas funções, conforme prevê o Regimento Interno. Qualquer senador em exercício de mandato pode concorrer à presidência do Senado.
Não é necessário que o parlamentar pertença ao maior partido da Casa nem que tenha sido indicado pela direção nacional de sua legenda. As candidaturas são formalizadas junto à Secretaria-Geral da Mesa, conforme as regras estabelecidas para a sessão preparatória.
Os parlamentares inscritos podem apresentar suas propostas e defender a candidatura antes da votação. A eleição é interna, e a decisão cabe aos senadores em exercício no momento da escolha.
O Senado tem 81 cadeiras. Para conquistar a presidência, o candidato precisa de pelo menos 41 votos, número correspondente à maioria absoluta da composição da Casa.
Isso significa que não basta terminar a votação em primeiro lugar. Se um candidato receber mais votos do que os concorrentes, mas não alcançar os 41 necessários, a eleição não estará definida.
A escolha do presidente é realizada de forma secreta. Os senadores recebem uma cédula com os nomes dos candidatos, assinalam a opção escolhida e depositam o voto em uma urna.
Os parlamentares são chamados individualmente para votar. Depois que todos os votos são depositados, começa a apuração, com a contagem das cédulas e a divulgação do resultado.
O sigilo impede que seja possível identificar publicamente em qual candidato cada senador votou. Por isso, declarações de apoio feitas durante a campanha não garantem que o parlamentar manterá o compromisso na hora da votação.
Se nenhum candidato alcançar a maioria absoluta na primeira votação, haverá um segundo turno entre os dois mais votados. Nessa nova rodada, os senadores voltam às urnas para escolher entre os dois nomes que avançaram.
Mesmo no segundo turno, o candidato precisa obter pelo menos 41 votos para ser eleito. A regra impede que alguém assuma a presidência apenas por ter ficado à frente dos demais em uma votação dividida entre vários concorrentes.
Depois de eleito, o novo presidente assume imediatamente a condução dos trabalhos do Senado. Em seguida, são realizadas as votações para os outros cargos da Mesa Diretora.
A estrutura é formada pelo presidente, primeiro e segundo vice-presidentes, quatro secretários titulares e quatro suplentes de secretários. A composição da Mesa deve respeitar, tanto quanto possível, a representação proporcional dos partidos e blocos parlamentares que integram o Senado.
O mandato dos integrantes da Mesa Diretora é de dois anos. A eleição é realizada a cada dois anos, no início de cada período.
A Constituição proíbe que um senador seja reeleito para o mesmo cargo da Mesa na eleição seguinte, dentro da mesma legislatura. Como cada legislatura dura quatro anos, a regra impede que o parlamentar ocupe o mesmo cargo por dois mandatos consecutivos nesse período.
O presidente do Senado conduz as sessões plenárias, organiza os trabalhos legislativos e exerce funções de representação institucional da Casa. Também tem influência sobre a organização da pauta de votações e sobre o funcionamento dos trabalhos parlamentares.
Além disso, o presidente do Senado preside as sessões do Congresso Nacional e exerce atribuições previstas na Constituição e no Regimento Interno. Além das atribuições no Legislativo, o presidente do Senado é o terceiro na linha sucessória da Presidência da República.
Em caso de impedimento simultâneo do presidente e do vice-presidente ou de vacância dos dois cargos, ele pode ser chamado a assumir temporariamente a Presidência, depois do presidente da Câmara dos Deputados. A Casa também tem competências próprias, entre elas processar e julgar autoridades em crimes de responsabilidade, aprovar indicações para determinados cargos e analisar propostas legislativas.
A eleição de fevereiro de 2027, portanto, definirá quem terá a responsabilidade de conduzir os trabalhos do Senado durante os dois primeiros anos da nova legislatura. Tatiana Azevedo é repórter do ND Mais em Brasília e, como parte do Núcleo Nacional, cobre o cenário político da capital federal.
Acompanha de perto as principais pautas do Congresso Nacional, Executivo e Judiciário, com foco em decisões que impactam diretamente o país. Escreve matérias sobre os desdobramentos mais relevantes da política brasileira, traduzindo temas complexos de forma clara e precisa, em reportagens que conectam fatos, contexto e implicações à vida dos brasileiros.
Também segue novidades envolvendo deputados federais, senadores, a presidência da República e outras figuras públicas. Jornalista formada em Comunicação Social com ênfase em Audiovisual pela UniverCidade, no Rio de Janeiro, tem ampla experiência em rádio, televisão e jornalismo digital, incluindo passagens por emissoras públicas e privadas.
Atuou em assessoria de imprensa no setor público e em grandes instituições, o que lhe proporcionou visão aprofundada sobre processos legislativos, políticas públicas e bastidores de Brasília. Com vasta trajetória política, cobriu as Eleições 2002 pela Rádio Câmara e atuou no núcleo de rádio do TSE e na Rádio Justiça em 2010, além de anos de cobertura pela Rádio e TV Câmara.
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