A TIM vai conectar, pela primeira vez, cerca de 12 mil câmeras instaladas em postes de iluminação pública na cidade do Rio de Janeiro. A operadora utilizará sua rede 5G, que contará com recursos de inteligência artificial (IA), para dar suporte a aplicações avançadas de videomonitoramento.
O projeto é desenvolvido em parceria com a Smart Luz, concessionária responsável pela iluminação pública da capital fluminense. A IA poderá agregar capacidade de análise a um grande volume de imagens, ajudando, por exemplo, a identificar situações fora do padrão, ocorrências e alterações relevantes no fluxo de pessoas e veículos, além de gerar alertas em tempo real.
Nesse projeto, a atuação da TIM ficará restrita à conectividade, com o fornecimento de roteadores e da infraestrutura necessária para a transmissão das imagens em tempo real. A iniciativa ocorre após a divulgação de uma série de falhas de segurança no Smart Sampa, programa de monitoramento por câmeras e reconhecimento facial da Prefeitura de São Paulo.
Foram expostas imagens de câmeras, senhas de funcionários e dados sigilosos. A prefeitura, por sua vez, afirmou que não houve falha nos mecanismos de segurança da plataforma, mas um vazamento ilegal de dados cometido por um servidor da Guarda Civil Metropolitana.
Para evitar problemas como os registrados em São Paulo, as imagens da câmeras conectadas no Rio serão transportadas por meio de uma rede privada virtual (VPN), sem trafegar pela internet pública. Dessa forma, a arquitetura de rede criará um ambiente protegido para a transmissão dos dados entre as câmeras e o ponto de entrega das imagens.
Em geral, o armazenamento, o controle de acesso, o tratamento e a utilização das imagens não fazem parte do escopo de atuação da operadora. O projeto contará ainda com um recurso chamado fatiamento de rede (chamado de network slicing), que permite reservar uma faixa específica da rede móvel para determinada aplicação.
A ideia é criar uma espécie de "faixa exclusiva" dentro da rede 5G, que trafega dados em alta velocidade e baixa latência. Na prática, seria como reservar, em uma avenida movimentada, uma pista para um serviço específico.
Nesse projeto, essa capacidade poderá ser destinada à transmissão das imagens do videomonitoramento, por exemplo. — O sistema de videomonitoramento poderá contar com capacidade dedicada para a transmissão contínua de imagens, independentemente do volume de tráfego dos demais usuários da rede.
A conectividade móvel também reduz a necessidade de extensas estruturas de cabeamento, favorecendo uma implantação mais rápida, flexível e escalável — explica Fábio Costa, vice-presidente B2B da TIM Brasil. — A TIM utilizará recursos de sua rede 5G, oferecendo uma infraestrutura preparada para aplicações críticas e para as demandas de uma operação urbana de grande escala.
O Globo