“Vorcaro do Paraguai”: quem é Miguel Vázquez, fundador do Ueno Bank

“Vorcaro do Paraguai”: quem é Miguel Vázquez, fundador do Ueno Bank - Foto
Fonte da notícia: Poder 360 Poder 360

O empresário Federico Miguel Vázquez Villasanti, de 36 anos, conhecido como Miguel Vázquez, emergiu como o centro de um escândalo financeiro e político no Paraguai. Vázquez é o 1º vice-presidente e fundador do Ueno Bank e preside o Grupo Vázquez, acionista majoritário da instituição.

A crise financeira do banco foi um dos fatores que levaram à renúncia do presidente paraguaio Santiago Peña (Partido Colorado, direita). As informações são da Abc e da Bloomberg.

Formado pela Incae Business School e com passagens por programas executivos em instituições como Harvard, Universidade de Miami e Singularity University, Vázquez assumiu a liderança das empresas familiares e expandiu sua atuação nos setores de tecnologia e finanças. Vázquez detinha 75,94% do capital e 94,02% dos direitos de voto do Grupo Vázquez, controlando 28 empresas em 6 setores –incluindo seguros, mídia, agropecuária, tecnologia e o próprio Ueno Bank, por meio de holdings em Luxemburgo e no Paraguai. 

O banco digital tornou-se o carro-chefe do grupo, gerando cerca de 59% de todo o Ebitda do conglomerado. Em rápida ascensão depois de se transformar de financeira em banco digital, em 2023, a instituição alcançou aproximadamente 3 milhões de clientes, o equivalente a cerca de metade da população paraguaia, e acumulou cerca de US$ 2,8 bilhões em depósitos.

A derrocada de Vázquez ocorreu quando o Banco Central do Paraguai determinou a liquidação do banco, depois que fiscalizações da Superintendência de Bancos constataram que o índice de solvência da instituição havia despencado para menos de 50% do limite legal exigido.  As investigações revelaram que o banco concedeu mais de US$ 146 milhões em empréstimos irregulares, acima dos limites regulatórios, a empresas vinculadas ao próprio grupo controlador.

RELAÇÃO COM SANTIAGO PEÑA O presidente do Paraguai, Santiago Peña, anunciou sua renúncia nesta 5ª feira (5.nov), na iminência de enfrentar um processo de impeachment, que pouco depois foi aprovado por unanimidade na Câmara e encaminhado ao Senado.

Peña alegou buscar a estabilidade social do país depois do colapso do Ueno Bank, do qual foi acionista até março de 2025. O escândalo também provocou a renúncia do presidente do Banco Central, Carlos Carvallo, que havia comandado o Ueno Bank até agosto de 2023.

O Ministério Público abriu uma investigação criminal e determinou a prisão de 8 dirigentes e ex-dirigentes da instituição, incluindo o presidente do banco, Juan Manuel Gustale. As apurações da promotoria abrangem suspeitas de gestão fraudulenta, enriquecimento ilícito e irregularidades em uma carteira de crédito que soma dezenas de milhões de dólares pendentes de recuperação.

Enquanto isso, o Banco Central atua para ressarcir os depósitos dos pequenos poupadores afetados pelo encerramento das operações do banco.

Publicação Original Poder 360 poder360.com.br
Acessar no site oficial
Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X
Curadoria e Apuração Editorial QTU Conteúdo jornalístico publicado em conformidade com os nossos Princípios Editoriais e política de transparência.
Conhecer a Redação →