O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) encontrou, nesta quinta-feira (5/11), o ator norte-americano Jim Caviezel, que interpreta o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na cinebiografia Dark Horse. O encontro ocorreu em Mar-a-Lago, propriedade do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Palm Beach, na Flórida.
O momento foi registrado pelo deputado cassado Eduardo Bolsonaro, irmão do senador. Nas imagens, Flávio e Caviezel aparecem se cumprimentando rapidamente.
O registro foi divulgado nas redes sociais de Eduardo. Right now at Mar-a-Lago, @FlavioBolsonaro, free, meets with actor Jim Caviezel @reallycaviezel.
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) November 6, 2026 Os dois participam da programação do jantar anual de gala da Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC, na sigla em inglês), realizado no clube de Trump.
Flávio está entre os convidados que devem discursar no encontro, que reúne representantes do movimento conservador norte-americano e lideranças internacionais. O ator norte-americano Jim Caviezel vai dar vida ao ex-presidente Bolsonaro em Dark Horse
O financiamento de Dark Horse, protagonizado pelo hollywoodiano, é alvo de investigações da Polícia Federal (PF). O senador é investigado em um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) que apura suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros possíveis crimes relacionados à obtenção de recursos para a produção.
A apuração foi autorizada pelo ministro André Mendonça e envolve tratativas entre Flávio e Daniel Vorcaro, antigo controlador do Banco Master. Segundo informações reunidas pela PF, o senador atuou diretamente nas negociações para levantar dinheiro para o longa-metragem.
A investigação trata de um repasse de R$ 61 milhões atribuído a Vorcaro para custear a produção. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro também é alvo do inquérito, apontado como possível beneficiário de parte dos recursos.
Em documentos da investigação, a PF aponta que Flávio era interlocutor direto de Vorcaro nas negociações. A corporação também identificou a participação de Eduardo na estruturação financeira dos recursos destinados ao filme.
Parte dos valores teria sido encaminhada a um fundo de investimentos nos Estados Unidos, chamado Heavengate Development Fund. Flávio Bolsonaro nega ter cometido irregularidades.
O senador sustenta a narrativa de que procurou investidores privados para financiar a cinebiografia do pai e sustenta que as tratativas não envolveram qualquer vantagem indevida. Desde a divulgação das conversas com Vorcaro, ele também tem classificado as investigações como perseguição política.
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