Acabar com o mar de lama da corrupção costumava ser um dos temas centrais do presidente Donald Trump. Hoje em dia, mal se ouve falar a respeito dessa promessa.
Quando perguntado recentemente sobre o próprio enriquecimento, Trump disse: “Vocês deveriam olhar para a corrupção de verdade. É a corrupção democrata e isso inclui Jeffrey Epstein”.
Freud certamente se divertiria com a referência espontânea a Epstein feita por Trump. Mas quem salta à mente é Maria Antonieta.
A imagem de Trump atormentando doadores para que financiem um salão de festas ao estilo de Versalhes, em meio às dificuldades econômicas dos americanos, é péssima politicamente. Desprezar as acusações de corrupção tratando-as como notícias falsas é ainda pior.
“Que comam cachorros-quentes”, ele poderia muito bem dizer. Matéria exclusiva para assinantes.
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Valor