Partido governista anuncia apoio ao impeachment de Peña no Paraguai

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Fonte da notícia: Carta Capital Carta Capital

Legenda do presidente aderiu ao pedido de destituição em meio à crise do Ueno Bank; pouco depois, Peña anunciou que apresentará renúncia ao cargo O Partido Colorado, legenda do presidente do Paraguai, Santiago Peña, anunciou nesta quinta-feira (5) apoio ao impeachment do próprio chefe de Estado.

A decisão foi comunicada pelo presidente da sigla, Horacio Cartes, e representa uma ruptura na base governista em meio à crise bancária que atinge o país. Pouco depois do anúncio do partido, Peña comunicou que apresentará sua renúncia à Presidência.

Em pronunciamento, afirmou que tomou a decisão para preservar a estabilidade do país, a paz social e as instituições democráticas. Também pediu desculpas à população caso tenha falhado durante seu governo e defendeu a devolução dos recursos dos clientes afetados pela crise bancária.

O Colorado reúne 36 deputados e era o último bloco parlamentar que ainda não havia declarado posição. Com a adesão, o pedido apresentado por 35 deputados passou a contar com apoio praticamente unânime da Câmara.

Segundo o jornal paraguaio ABC Color, 79 dos 80 deputados apoiavam a abertura do processo. “Como presidente da Associação Nacional Republicana, não estaremos do lado do roubo dos fundos públicos, privados e dos reformados; devemos pensar nas pessoas e nos valores que defendemos a partir do Partido Colorado.

Acompanhamos o processo de impeachment ao presidente da República, Santiago Peña, com o objetivo de voltar a reencaminhar a institucionalidade da República”, diz a nota do Colorado. O pedido de impeachment foi motivado pela intervenção no Ueno Bank, um dos maiores bancos digitais do Paraguai, determinada pelo Banco Central na terça-feira 3.

A instituição teve seu índice de solvência reduzido a 5,56%, abaixo do mínimo de 12% exigido pela legislação, e suspendeu suas atividades, deixando milhões de clientes sem acesso aos serviços bancários. Peña foi acionista da holding controladora do banco até março de 2025, já quando era presidente.

A oposição acusa o colorado de conflito de interesses e de favorecer a instituição, inclusive na destinação de recursos da previdência social. O escândalo também levou à renúncia do presidente do Banco Central, Carlos Carvallo, e à prisão de oito pessoas ligadas ao banco.

Mesmo com o anúncio da renúncia, a Câmara ainda vai analisar o pedido nesta quinta-feira. Para a abertura do processo, são necessários dois terços dos votos dos deputados.

Se aprovado, o caso seguirá ao Senado, onde também será exigido o apoio de dois terços para a destituição definitiva. CartaCapital Há 32 anos, a maior referência progressista em jornalismo no Brasil.

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