Aos 91 anos, Judi Dench conta que já acorda com um verso na cabeça: “É quando fecho os olhos que melhor consigo enxergar”, escrito por William Shakespeare em Soneto 43. Diagnosticada com degeneração macular, ela enfrenta perda progressiva e não consegue mais ler nem reconhecer rostos.
Para não perder contato com a arte, a atriz britânica laureada com um Oscar repassa na cabeça textos e poemas decorados ao longo de sete décadas de carreira. “Não posso mais subir ao palco, fazer peças ou filmes”, lamenta Judi, prestes a lançar um livro de memórias em que não se vitimiza.
“Tenho que aceitar a situação e seguir em frente. Me adapto a tudo”, diz.
Com reportagem de Giovanna Fraguito e Nara Boechat Publicado em VEJA de 30 de outubro de 2026, edição nº 3019
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