Por Gustavo MaiatoPostado em 05 de novembro de 2026 Rever uma opinião formada há anos não é comum entre críticos musicais, ainda mais quando o alvo é um dos discos mais celebrados da história do rock.
Regis Tadeu fez exatamente isso em uma publicação no Instagram, ao comentar a audição de um álbum que, por muito tempo, considerou longo demais para o próprio bem. O disco em questão é o chamado "álbum branco", dos Beatles, lançado em 1968 com o título oficial de "The Beatles".
O jornalista contou que o escolheu como trilha sonora de uma manhã de domingo em seu "castelo", como se referiu à própria casa. A cópia que girou na vitrola é a segunda prensagem americana, de 1978, completa, com encartes, pôster e as quatro fotos individuais dos integrantes.
"Confesso que hoje eu não penso mais nesse álbum duplo como um trabalho com excessos. Eu costumava dizer que esse disco seria ainda mais clássico se tivesse uma seleção de suas melhores canções reunidas em um único LP.
Na verdade, ainda penso dessa forma, mas entendo o contexto em que o 'álbum branco' foi criado/gravado e, sim, ele faz sentido como um disco duplo." A mudança, portanto, não é uma conversão completa.
O crítico segue acreditando que uma versão enxuta teria rendido um clássico ainda maior, mas deixou de tratar a extensão do trabalho como defeito. O peso agora está nas circunstâncias de criação e gravação do disco, que, na leitura dele, justificam o formato duplo como parte da identidade da obra, e não como exagero da banda.
Mesmo reconciliado com o álbum, Regis não romantiza a experiência de ouvi-lo. Na mesma publicação, avisou que encarar o "álbum branco" de ponta a ponta está longe de ser tarefa simples para qualquer ouvinte.
Ainda assim, fechou o texto com disposição e bom humor, anunciando que aquele domingo seria dedicado à audição completa: "Então, mãos à obra neste domingo!"
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