Por Gustavo MaiatoPostado em 05 de novembro de 2026 Nem quem sobe ao palco há décadas está livre de um branco no meio do show.
Em entrevista ao podcast The Joe Rogan Experience, gravada em 2016, James Hetfield relembrou uma noite em que, depois da introdução de "One", começou a tocar "Fade to Black", outra música do repertório do Metallica. Ele também contou como transformou o deslize em piada com a plateia.
O assunto veio à tona quando Joe Rogan elogiou a banda por não se levar a sério demais. Hetfield explicou que o grupo é sério na hora de compor, mas encara os shows de outro jeito.
Admitiu que os integrantes não são os melhores músicos individualmente, embora algo especial aconteça quando tocam juntos. Desde o início, quando alguém errava, a banda parava a música e recomeçava, e muita gente chamava o Metallica de pouco profissional por isso.
"Outro dia eu tive um branco total no palco. A gente está lá em cima, toca a introdução de 'One', aquela coisa de exército, toda a guerra acontecendo, aí eu começo e era a música errada.
Comecei 'Fade to Black' no lugar. Fico ali parado pensando: 'Hum, e agora?'.
Vem essa onda de vergonha, como se você fosse um homem mau. Olho para o meu roadie e ele diz: 'Não é essa música'.
Aí pensei: 'Certo, vou parar'." Depois de interromper e entrar na música certa, o vocalista ainda perguntou ao público se queriam ouvir "Fade to Black" de novo.
Para Hetfield, rir dos próprios erros é essencial, porque expõe o lado vulnerável do artista. Ele reconheceu que algumas pessoas vão zombar e até se aproveitar disso, mas acredita que a maioria se identifica com a falha humana.
"Existem mais salva-vidas do que tubarões por aí, na maior parte do tempo", afirmou. Rogan contou que já esqueceu nomes de lutadores durante transmissões do UFC.
Hetfield respondeu que, hoje, consegue seguir em frente com mais facilidade. No passado, um erro desses ficava dentro dele por um bom tempo e virava bloqueio mental, como acontece com o chutador de futebol americano que erra um field goal (chute a gol) e passa a temer o próximo.
"O poder do pensamento, o poder da minha mente, é bem perigoso às vezes", disse.
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