O Museu das Amazônias (MAZ) reabriu ao público nesta quarta-feira, 4, no Complexo Porto Futuro, em Belém, após o fechamento temporário de seus espaços internos para a montagem de duas novas exposições. A entrada é gratuita, mediante retirada prévia de ingressos.
O museu recebeu parceria técnica e R$ 10 milhões em recursos não reembolsáveis do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O apoio, proveniente do BNDES Fundo Cultural, incluiu suporte à elaboração dos planos museológico e expográfico, além da definição de modelo de gestão, governança e sustentabilidade financeira.
No térreo, a exposição permanente Amazônias no Plural apresenta histórias, conhecimentos e modos de vida da região. O percurso aborda desde a formação geológica até saberes e tecnologias de povos tradicionais, além de tratar de migrações, cultura alimentar e manifestações artísticas.
A mostra também inclui um memorial dedicado a defensores da Amazônia, entre eles a irmã Dorothy Stang, o jornalista Dom Phillips, o indigenista Bruno Pereira e Dom José Luis Azcona. Projeções, sons, texturas e recursos interativos integram a experiência expositiva.
No mezanino, a exposição temporária Água, Pantanal, Fogo reúne fotografias de Luciano Candisani e Lalo de Almeida sobre o Pantanal. A mostra aborda a importância das águas para o bioma e os efeitos dos incêndios registrados em 2020 e 2024, propondo uma reflexão sobre a crise climática, a escassez hídrica e as conexões entre o Pantanal e a Amazônia.
Inaugurado em 2 de outubro de 2025, o MAZ integra o conjunto de obras realizadas pelo Governo do Pará em preparação para a COP30. Na abertura, o museu apresentou as exposições Amazônia, do fotógrafo Sebastião Salgado, e Ajurí, criada para o espaço.
O equipamento tem dois espaços expositivos, de 950 m² e 500 m², além de loja, sala multiuso e sala educativa. A sala multiuso possui estrutura modular, recursos multimídia e capacidade para 130 pessoas sentadas.
Com informações da BNDES
Brasil 247