Flávio fazia encontro com prostitutas enquanto Manaus agonizava na covid

Flávio fazia encontro com prostitutas enquanto Manaus agonizava na covid - Foto
Fonte da notícia: BNCamazonas BNCamazonas

A revelação de uma festa com Flávio Bolsonaro (PL), lobistas de vacinas e prostitutas durante a pandemia de covid-19 recoloca em discussão as prioridades do entorno do governo Bolsonaro na crise sanitária.  Para o Amazonas, o episódio evoca um contraste com a tragédia que, meses depois, faria pacientes morrerem por falta de oxigênio em Manaus.

A reportagem da revista Piauí situa o passeio em 17 de julho de 2020, no lago Paranoá, em Brasília, enquanto Manaus e todo o estado já agonizava com centenas de mortes pelo coronavírus .  Esse cenário se agravou a tal ponto que seis meses depois aconteceu o colapso do abastecimento de oxigênio na capital, levando muitos amazonenses à morte em janeiro de 2021. 

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A orgia relatada pela revista Segundo a Piauí, empresários ligados à Precisa Medicamentos promoveram o encontro para agradar ao filho do então presidente. 

A empresa buscava negócios envolvendo a Covaxin.  A revista relata a presença de prostitutas e afirma que Flávio foi à cabine com duas delas, em momentos distintos, além de ter recebido um Rolex de Danilo Trento.

A publicação diz ter cruzado documentos, registros de voos e entrevistas, incluindo o relato de uma pessoa presente na embarcação.  Leia mais 

O peso do dia 14 de janeiro na CPI Manaus: o sofrimento que a pandemia deixou

Em Manaus, a memória da crise tem uma data incontornável: 14 de janeiro de 2021.  Como registrou o BNC Amazonas na cobertura daquele período, o oxigênio se esgotou em hospitais, pacientes morreram asfixiados e familiares passaram a procurar cilindros por conta própria.

A tragédia foi precedida pelo agravamento das internações e da demanda por oxigênio .  Na CPI da covid, o então secretário de Saúde do Amazonas, Marcellus Campelo, afirmou que havia comunicado a situação ao ministro Eduardo Pazuello e solicitado apoio em 7 de janeiro.

O Senado investigou a resposta das autoridades ao desabastecimento. O STF também determinou ao governo federal o fornecimento de oxigênio e outros insumos, além da apresentação de um plano de enfrentamento da emergência.

É nesse contexto que o relato de encontros privados com interessados em contratos públicos adquire relevância para o Amazonas.  O contraste político está entre o acesso de empresários ao entorno presidencial e a resposta de Bolsonaro às necessidades da população. 

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Dani Lima questiona tratamento à Precisa No programa “Pulso Político”, do canal UOL, Daniela Lima retomou a investigação sobre a Precisa e questionou a facilidade de acesso da empresa ao governo, em comparação com as dificuldades enfrentadas pela Pfizer para negociar vacinas que poderiam ter evitado muitas das mais de 700 mil mortes, pelos números oficiais.

A análise desloca o foco da vida privada para uma questão de interesse público: a possível utilização da proximidade com autoridades para favorecer negócios durante uma emergência sanitária. O caso tem desdobramentos administrativos documentados. 

A CGU aplicou multa de aproximadamente R$ 3,8 milhões à Precisa por irregularidades na contratação da Covaxin.  Documentos do órgão descrevem problemas como procuração fraudulenta e documentação inidônea. 

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Campanha questiona provas Segundo Dani Lima, a campanha de Bolsonaro decidiu não comentar a reportagem e questionou a existência de provas. 

A jornalista avaliou que a estratégia procura impedir a ampliação do assunto entre os apoiadores do candidato às vésperas da eleição. A Piauí informou que o senador não se manifestou até o fechamento de sua apuração.

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

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