Ministro de Lula diz que Nunes Marques atua como assessor jurídico de Flávio

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O ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), José Guimarães, subiu o tom contra o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, e acusou o magistrado de atuar em favor da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL). A reação ocorre em meio à ofensiva do entorno do presidenciável contra o canal “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), que reúne mais de 8,3 milhões de pessoas no WhatsApp.“Kassio Nunes se tornou, na prática, um assessor jurídico da campanha de Flávio Bolsonaro.

Não há justificativa jurídica ou eleitoral que sustente, de forma legítima, a retirada do Canal Exército do Lula do ar”, afirmou Guimarães. O ministro também cobrou uma reação de instituições e entidades jurídicas, incluindo o Supremo Tribunal Federal (STF), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o próprio TSE, em defesa da liberdade de expressão e da isonomia eleitoral.Leia também: Análise: Meta abre espaço ao extremismo e coloca em xeque a igualdade na disputa eleitoralA declaração ocorre após Nunes Marques determinar que a Meta apresente, em até 24 horas, informações técnicas sobre o funcionamento do canal, atendendo a um pedido da campanha de Flávio.

A decisão ampliou a tensão em torno da atuação da Justiça Eleitoral na reta final do segundo turno, especialmente após a discussão interna de uma minuta que previa restrições a canais de comunicação durante o período eleitoral.Guimarães classificou a postura do presidente do TSE como uma ameaça à credibilidade das instituições.

“Não podemos aceitar a parcialidade de quem preside uma instituição respeitada no Brasil, atuando de maneira que favoreça claramente um candidato”, declarou. Para o ministro, a interferência no processo eleitoral representa um risco à confiança na Justiça.

“A democracia não pode ser corroída justamente por aqueles que têm o dever de protegê-la. O silêncio diante disso não é uma opção”, arrematou.  Saiba Mais Política Em carta sem citar Flávio, bispos católicos relacionam candidatura à ameaça da democracia

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