Em meio à discussão sobre como reduzir a dependência brasileira de medicamentos e insumos importados, a indústria farmacêutica prepara um diagnóstico inédito de sua capacidade produtiva, investimentos e principais gargalos. O Sindusfarma e o Datafolha vão apresentar, em 11 de novembro, os resultados do primeiro Censo da Indústria Farmacêutica da América Latina.
O levantamento reúne informações de 168 empresas nacionais e multinacionais e pretende fornecer subsídios para a formulação de políticas industriais e de incentivo à inovação no Brasil. A pesquisa, realizada entre novembro de 2025 e março de 2026, registrou uma taxa de adesão de 88%, segundo os organizadores.
Mais de 500 profissionais participaram do trabalho, que envolveu 139 perguntas sobre estrutura das empresas, recursos humanos, força de vendas, capacidade fabril, pesquisas clínicas e finanças. A abrangência permitirá traçar um retrato do setor e identificar obstáculos à expansão da produção nacional.
O diagnóstico chega em um momento em que a indústria busca ampliar o debate sobre financiamento, transferência de tecnologia e incentivos à pesquisa. A expectativa do Sindusfarma é que os dados ajudem a identificar prioridades de investimento e fortaleçam a interlocução das farmacêuticas com o governo sobre medidas capazes de aumentar a competitividade da produção brasileira.
“Um diagnóstico abrangente permitirá qualificar o diálogo com o governo, identificar oportunidades de desenvolvimento e discutir medidas mais alinhadas às necessidades da indústria”, afirma Nelson Mussolini, presidente executivo do Sindusfarma. Segundo ele, o objetivo é fortalecer a produção e a inovação sem perder de vista o acesso da população aos medicamentos.
Continua após a publicidade O Sindusfarma representa 652 empresas nacionais e multinacionais, responsáveis por mais de 95% do mercado brasileiro de medicamentos.
As companhias representadas geram aproximadamente 100 mil empregos diretos e 800 mil indiretos. Os resultados do censo serão apresentados durante o Rio Health Forum, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, em 11 de novembro.
A partir deles, o setor espera estabelecer uma agenda mais precisa de prioridades para investimentos e políticas públicas. Publicidade
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