A Prefeitura de Florianópolis levou a São Paulo uma ofensiva para reter turistas paulistas. A fatia de paulistas entre os visitantes de Santa Catarina caiu 48,9%, de 10,46% para 5,35%.
Na noite de quarta-feira (4), o prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, liderou uma comitiva no evento Floripa o Ano Inteiro, promovido com o Destino Floripa & Região para jornalistas e operadores de turismo paulistas. O encontro foi no Balaio IMS, restaurante do chef Rodrigo Oliveira instalado no Instituto Moreira Salles, na Avenida Paulista.
Veículo catarinense que esteve no jantar, o restaurante exibe placas do Guia Michelin de 2019, 2020, 2024 e 2025. Ao abrir a apresentação, Topázio Neto afirmou: "Então, eu tô aqui hoje pra vender a cidade".
O prefeito apresentou Florianópolis como a capital mais segura do país, título que foi obtido por quatro anos consecutivos, incluindo 2026. Ele também relatou ter conhecido, no verão passado, um grupo de chilenos que escolheu a cidade depois de perguntar a uma inteligência artificial qual era a capital mais segura do Brasil.
Veja também: Justiça de Florianópolis condena homem a 20 anos por morte e tortura Dados da Embratur citados pela organização do evento colocam Florianópolis como o terceiro destino brasileiro que mais recebe turistas estrangeiros, atrás de São Paulo e Rio de Janeiro.
Os números não foram verificados na fonte oficial da Embratur. A média de paulistas entre os visitantes de Santa Catarina foi de 10,46% entre 2020 e 2024.
Nas temporadas de 2025 e 2026, a média caiu para 5,35%. Para o hoteleiro e o comércio da Capital, a diferença pesa no caixa: quanto menos paulistas, menos diárias e menos consumo na alta temporada.
Confira também: Ato pró-Lula leva multidão ao Centro de Florianópolis no 2º turno Rubens Régis, presidente do Destino Floripa & Região, afirmou: “Nossos associados sentiram a menor presença desse turista, especialmente na Capital, e sobretudo na rede hoteleira”.
Segundo ele, a entidade avalia que o turista paulista mudou o perfil e passou a buscar experiências mais sofisticadas. Por isso, a estratégia mira o turista de alta renda.
O Destino Floripa & Região já havia lançado em 2026 a rodada do projeto Florianópolis Day em cidades do interior paulista, com mais de 120 agentes de viagens e operadores. A ação anterior tinha o mesmo objetivo de aproximar o trade paulista do destino.
O argumento central da prefeitura é reduzir a dependência do verão. Topázio Neto citou o título de Cidade Criativa da Gastronomia da Unesco e a criação do Caminho da Ilha de Santa Catarina (Caisca), percurso pensado para o outono que atravessa a ilha do norte ao sul.
O prefeito também destacou a nova concessão do centro de eventos CentroSul, que, segundo ele, foi leiloada na B3 no mês passado. Ao falar do centro de eventos, o prefeito disse: “Se você quiser uma data pro ano que vem, em qualquer final de semana, muito provavelmente você não vai encontrar data no nosso CentroSul”.
O espaço, segundo a matéria-base, será operado por um novo concessionário a partir de janeiro. Em entrevista exclusiva, o CEO do Floripa Airport, Ricardo Gesse, afirmou que o terminal deve fechar o ano com movimento acima do registrado em 2025.
Para ele, o crescimento depende de renda, preço da passagem e promoção do destino. “Então, quanto mais nós, como trade turístico, conseguirmos nos organizar e investir na promoção, mais turistas a gente vai ter”, disse o executivo.
Gesse também disse que negocia novas rotas com as companhias aéreas, com possibilidade de voos regulares para o Nordeste e demanda para o Centro-Oeste. Florianópolis é o terceiro aeroporto do país em passageiros internacionais, atrás de Guarulhos e Galeão, segundo a matéria-base.
Nenhuma fonte independente confirmou o leilão da concessão do CentroSul na B3 nem a data em que ocorreu. A cobertura do jantar de 4 de novembro de 2026 também depende da matéria-base, pois não foi encontrada outra cobertura independente.
Não foi localizada fonte oficial da prefeitura, em diário oficial ou site, sobre o evento.
Mixvale