Casal teve prejuízo de R$ 8,5 mil após descobrir que o imóvel negociado em Bombinhas pertencia a outra pessoa Resumo e áudio gerados por inteligência artificial a partir do texto desta matéria.
Um homem foi condenado por vender um terreno que não era dele por R$ 90 mil em Bombinhas, no Litoral Norte de Santa Catarina. Na negociação, um casal entregou dinheiro, um carro, cheques e outro terreno, mas descobriu a fraude ao tentar regularizar o imóvel.
A negociação aconteceu em abril de 2017. Na época, o homem afirmou que havia recebido o terreno no bairro Mariscal como pagamento por serviços prestados e que tinha direitos sobre a propriedade.
Com base nessa informação, as vítimas aceitaram as condições e entregaram os bens como parte do pagamento. A situação começou a mudar quando o casal procurou regularizar o imóvel e descobriu que ele pertencia a uma terceira pessoa.
Depois da constatação, o casal conseguiu recuperar o veículo e parte dos cheques. Também impediu que o terreno usado na negociação fosse transferido.
Mesmo com essas recuperações, o prejuízo chegou a R$ 8,5 mil, quantia que não foi devolvida. O caso foi analisado pela Vara Criminal da comarca de Porto Belo.
Para a Justiça, o homem não demonstrou ter qualquer direito sobre o terreno e induziu o casal a acreditar que a negociação era legítima. A recuperação de parte dos bens depois da descoberta não mudou o entendimento sobre a prática do estelionato.
Uma mulher que também havia sido denunciada por suposta participação no negócio foi absolvida. Embora houvesse relato de um encontro entre ela e as vítimas, a Justiça considerou que não havia provas suficientes de que soubesse da fraude ou tivesse ajudado conscientemente no golpe.
A sentença, proferida em 20 de outubro, condenou o homem a um ano de reclusão, em regime aberto, com substituição da prisão por prestação de serviços à comunidade. Ele também deverá pagar 10 dias-multa e poderá recorrer em liberdade.
A decisão ainda pode ser contestada. Katriani dos Santos é repórter do portal ND Mais em Itajaí, com atuação voltada à cobertura do Litoral Norte de Santa Catarina.
Curiosa e atenta aos acontecimentos locais, escreve sobre segurança pública, saúde, economia e turismo, publicando matérias que envolvem o que há de mais importante em cidades como Balneário Camboriú, Itajaí, Navegantes, Penha e Bombinhas. Atua no jornalismo desde 2022 e é formada pela Univali (Universidade do Vale do Itajaí).
Já trabalhou em portal de notícias e comunicação pública, além de ter participado das coberturas da The Ocean Race e da Festa Nacional do Colono, que reúnem moradores e visitantes na região. Também contribui com a cobertura da política de Santa Catarina e das Eleições 2026.
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