O deputado estadual Pedro Caravina (PSDB), que já foi delegado em Mato Grosso do Sul, defendeu uma renovação na estrutura da segurança pública do Estado, com mudanças nos comandos das forças policiais e novas estratégias para prevenir o envolvimento de agentes com organizações criminosas.
A declaração ocorre em meio a sucessivas operações que atingiram integrantes das forças de segurança suspeitos de participação em esquemas de tráfico de drogas. Ao comentar as prisões, Caravina afirmou que a atuação de policiais em atividades criminosas precisa ser investigada e punida com rigor.
Para o deputado, a gravidade dos casos está justamente no fato de envolver pessoas que têm como atribuição combater o crime. “Você não pode aceitar o envolvimento de quem tem o dever de combater o crime e se envolver com o crime.
Tem que ser apurado e punido, até para que sirva de exemplo”, afirmou. Mas, para além da responsabilização dos investigados, o deputado defende mudanças na organização da segurança pública estadual.
“Quando eu falo de oxigenação, eu falo, sim, de pessoas. De trocar comandos.
Você ter condições de colocar gente para que possam implantar novas técnicas para coibir eventuais desvios”, explicou. O atual titular da Sejusp-MS (Secretaria de Justiça e Segurança Pública de MS), Antônio Carlos Videira, está no comando da pasta desde 2017.
O deputado também questionou se as estruturas atualmente existentes são suficientes para impedir o avanço das facções criminosas em Mato Grosso do Sul. Ele citou órgãos especializados, como o Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado), mas defendeu que novas formas de atuação sejam discutidas.
“Quando a pessoa vai ficando muito tempo, às vezes ela se acomoda um pouco com o que precisa ser feito de novo. Será que é só isso? Precisamos fazer mais alguma coisa para coibir essa entrada dessas facções no território sul-mato-grossense?”, questionou.
A reorganização defendida por Caravina também passa pela possibilidade de separar as secretarias de Justiça e de Segurança Pública. O governo estadual fará uma reforma administrativa, que deve passar pela análise dos deputados em breve.
Assim, Caravina avalia que a criação do Ministério da Segurança Pública e a previsão de recursos constitucionais específicos para o setor podem abrir caminho para que os estados adotem uma estrutura semelhante. “O momento pode ser oportuno para discutir uma nova configuração administrativa e definir melhor a aplicação dos investimentos previstos para a área.”
Vice-presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa, Caravina defende que o colegiado tenha participação mais ativa na fiscalização e na formulação de propostas para o setor. Ele pretende ampliar o debate sobre a estrutura das polícias e acompanhar de perto as medidas adotadas pelo Executivo.
“Eu acho que a Comissão de Segurança da Assembleia pode ter um protagonismo maior no apoio às ações de segurança pública, acompanhar mais de perto tanto a fiscalização quanto a sugestão e a regulamentação da Polícia Civil”, disse. O parlamentar também reconheceu que as operações envolvendo policiais afetam a imagem das instituições perante a sociedade.
Segundo ele, a população deposita na polícia a expectativa de proteção, o que torna ainda mais grave a suspeita de participação de agentes em atividades criminosas. “A população vê na polícia a salvaguarda.
Quando acontece uma situação envolvendo policiais, isso afeta, sim”, afirmou. Evento gratuito busca aproximar artistas, produtores, profissionais da indústria musical e público para ensinar sobre a música como profissão
2ª fase da Operação Infiltrados mirou 9 policiais da Defron e delegado nesta quinta-feira (5) Pedido de audiência foi encaminhado ao presidente Lula e defende força-tarefa para acompanhar impactos da atividade em Corumbá
As imagens da câmera de segurança mostra o momento em que Renata Rebeca Negrão Saldanha se apoia na estrutura e cai
Midiamax