O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), pretende votar, ainda neste ano, a adoção do modelo distrital misto para as eleições proporcionais para deputados federais, estaduais e vereadores. O sistema atual combina o voto em candidatos que representam distritos eleitorais com o voto em partidos ou listas partidárias, assim, candidatos com grandes quantidades de votos “puxam” outros.
Já no distrital misto, o eleitor vota duas vezes: parte dos deputados é eleita pelo distrito e parte em um segundo voto, feito no partido. Se aprovada, a implementação da proposta entrará em vigor em 2034, com transição prevista para 2030, segundo a Câmara.
Planalto se reúne e discute estratégia para evitar votação da redução da maioridade penal junto com PEC da Segurança Nesse ano, 33 candidatos dos 513 tiveram uma votação suficiente para, além de se eleger, contribuir para que os partidos conquistassem outras cadeiras, ajudando o partido a conquistar mais três vagas no estado.
Nikolas Ferreira (PL), com 3,1 milhões de votos; Lucas Pavanato (PL), com 3 milhões de votos; e Erika Hilton (PSOL), com 1,5 milhão de votos, contribuíram para a eleição de outros correligionários. Motta afirmou, em entrevista coletiva na última quarta-feira, que as articulações sobre o tema foram concluídas com os partidos de centro e a próxima etapa é buscar o diálogo com as outras siglas representadas na Casa, incluindo os partidos da federação formada por PT, PV e PCdoB, PL e Novo.
Na ocasião, o presidente da Câmara destacou que estava feliz em “reabrir esse debate e encontrar uma janela ainda neste ano para fazer essa mudança”. Segundo ele, a decisão atendia a um apelo dos líderes e esse era um “momento de enfrentar esse tema”.
Motta também afirmou que pretende encontrar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União), para tratar das mudanças e destacou que as mudanças em discussão se limitam às eleições para o Legislativo, não incluindo o sistema de escolha para os cargos disputados pelo sistema majoritário.
Deputados do PT e do PL se colocam contra essa proposta, no entanto Motta e aliados tentam atrair nomes que já foram favoráveis à ideia no passado e que poderiam ser beneficiados pelo novo modelo. Entenda cada modelo
O Globo