As mensagens ofensivas circularam em um grupo de Whataspp após a reeleição do presidente Lula (PT) Uma universidade particular localizada em Maringá, no Paraná, expulsou estudantes de Medicina envolvidos em um ataque a alunos bolsistas após a reeleição do presidente Lula (PT).
A instituição não informou quantos discentes foram desligados. As mensagens ofensivas circularam em um grupo de Whataspp no domingo 25, data do segundo turno eleitoral.
“Sim, nossos pais têm dinheiro e não precisa de ex-presidiário pra bancar faculdade não”, diz uma das mensagens. Também foram compartilhadas imagens e expressões associadas ao nazismo.
Em uma das mensagens, um estudante compartilhou a foto do exército nazista acompanhada de referências ao “leite cru”, expressão que se tornou comum entre grupos na internet que defendem a supremacia branca. A Unicesumar havia aberto uma sindicância para apurar o caso e anunciou a conclusão do processo na sexta-feira 30.
A universidade anunciou que a reitoria decidiu pela aplicação de medidas disciplinares aos alunos envolvidos, entre elas, advertência, suspensões e desligamentos, de acordo com a gravidade da conduta apurada. “A instituição repudia veementemente qualquer forma de discriminação ou preconceito”, disse, em nota.
Mensagens com teor semelhante também foram enviadas por estudantes de medicina do Centro Universitário FAG (Fundação Assis Gurgacz), em Cascavel, também no Paraná. A instituição declarou que três universitários foram suspensos e aplicou advertências.
Os processos administrativos seguem em curso. Diante dos episódios, o Conselho Regional de Medicina do Paraná divulgou uma nota de repúdio, afirmando que as atitudes ferem diretamente os princípios fundamentais do Código de Ética dos Estudantes de Medicina.
“Atitudes discriminatórias são incompatíveis com esses valores e não devem ser toleradas no ambiente de formação médica”, destacou o órgão, ao afirmar que vai acompanhar o desdobramento dos casos. Ana Luiza Basilio Repórter do site de CartaCapital
Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não.
O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo. O combate à desigualdade nos importa.
A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome.
Importa o apego à verdade factual e a honestidade. Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos.
Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta. Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando.
Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.
Carta Capital