Presença constante no top 10 do ranking do Relatório Mundial da Felicidade da ONU devido à qualidade de vida de seus habitantes (este ano está em sexto lugar), a Noruega é o destino da vez para quem deseja expandir a visão de mundo. O país entrou no radar dos brasileiros por conta do futebol e do desempenho do jogador Erling Haaland, craque da seleção que eliminou o Brasil na Copa do Mundo 2026.
A desilusão nos campos virou gatilho: segundo relatório de tendências Unpack’26, houve um aumento de 46% nas buscas por hospedagem em Oslo desde julho. Com cerca de um milhão e meio de habitantes, a capital localizada na cabeceira do fiorde que leva seu nome mistura arte, natureza e arquitetura.
Praça do Prêmio Nobel da Paz, em Oslo Marcia Disitzer
É justamente essa versatilidade ressaltada pela sub-cônsul da Noruega no Rio, Martha Haukaas. “Oslo é cercada por uma enorme floresta que possibilita inúmeras atividades ao ar livre.
Ao mesmo tempo, é uma capital moderna e vibrante, com gastronomia nórdica, restaurantes do mundo inteiro, bares descolados e museus de alto nível”, diz. A especialista em turismo de luxo Carolina Junqueira Bull, diretora criativa da Goya Travel, destaca o design inovador presente em pontos turísticos.
“Além do estilo de vida descomplicado”, complementa. A segurança, artigo de luxo em tempos caóticos, também desperta desejo.
“Você pode caminhar, explorar e aproveitar paisagens incríveis com total tranquilidade”, emenda Martha. Não por acaso, a cidade é palco do Prêmio Nobel da Paz, o único entregue fora de Estocolmo, na Suécia.
Arte Para quem deseja uma experiência quase lisérgica, o Museu Kistefos sai na dianteira.
A cerca de 60 quilômetros de Oslo, em Jevnaker, reúne o The Twist, misto de galeria de arte contemporânea e ponte, com mil metros quadrados, um parque de esculturas, com obras de nomes como como Anish Kapoor e Yayoi Kusama, um Museu Industrial, instalado em uma antiga fábrica de celulose de madeira fundada em 1889, e outra galeria de arte; funciona sazonalmente, geralmente, de maio a outubro, e o ingresso para adultos custa 210 coroas norueguesas (cerca de R$ 123).
“São mais de 50 obras contemporâneas expostas ao ar livre e o Twist se ‘retorce’ sobre o rio Randselva”, ressalta Carolina Junqueira Bull. Ainda no quesito museu, está o Munch, que abriga a maior coleção do pintor norueguês Edward Munch (1863-1944), inclusive estudos de sua obra mais famosa, “O grito”.
A sede, à beira do fiorde, com 13 andares e projeto supermoderno, é atração à parte. Ingressos de 100 a 220 coroas (cerca de R$ 59 e R$ 129).
“Depois da visita, uma experiência tipicamente norueguesa é aproveitar uma das saunas flutuantes no centro da cidade e dar um mergulho no fiorde”, indica Martha Haukaas. Ela ainda destaca a melhor época do ano para quem deseja se programar: “Entre maio e agosto”.
Vintage e vinho Loja vintage no bairro GrünerLokka
Marcia Disitzer Para quem curte um bairro de espírito boêmio, a direção é uma só: o histórico Grünerløkka.
O nome é complicado, mas são as ruas da área rodeadas de verde que se encontra lojas de designers locais, décor e roupas vintage. Uma delas é a Manillusion, que promove uma verdadeira imersão na década de 1950, com looks retrô de cintura marcada e estampa floral, óculos de gatinho e papel de parede de pin-ups na parede.
Termine o passeio no bar Nektar Vinbar, instalado numa casa de madeira vermelha de 1814. A torrada de anchovas e os vinhos são carros-chefe.
“É o point da moda”, recomenda a diretora de comunicação da Oslo Runway, Olga Caroline Stausberg. Hotéis
Theateercaféen no térreo do Hotel Continental Oslo Marcia Disitzer
Um dos mais tradicionais hotéis é o Continental Oslo, localizado no coração da capital. “Está a poucos passos da Karl Johan Gates, a avenida mais famosa da capital, e seus restaurantes, teatros e cafés”, frisa Carolina Junqueira Bull.
Há cinco opções gastronômicas. Uma delas o lendário Theatercaféen (o nome se deve à proximidade ao Teatro Nacional, de 1899) de estilo art nouveau, ponto de encontro de artistas desde 1900, quando o café e o hotel foram inaugurados.
“Há também o restaurante Eik Annen Etage, de alta gastronomia”, emenda Carolina. São 153 suítes (diárias a partir de 305 euros, cerca de R$ 1.900).
*A repórter viajou a convite do consulado da Noruega no Rio
O Globo