Torcedor viaja 17 dias de moto para acompanhar o Avaí na luta contra o rebaixamento

Torcedor viaja 17 dias de moto para acompanhar o Avaí na luta contra o rebaixamento - Foto
Fonte da notícia: ND Mais ND Mais

Edson Vilarino encarou mais de 7 mil quilômetros entre Florianópolis e Recife; derrota contra o Náutico tornou a situação do time catarinense praticamente irreversível na luta contra o Z4 Resumo e áudio gerados por inteligência artificial a partir do texto desta matéria.

O avaiano Edson Vilarino decidiu percorrer mais de 7 mil quilômetros de moto para acompanhar o Avaí no jogo contra o Náutico, em Pernambuco. A partida foi realizada no último sábado (31), no Estádio dos Aflitos, no Recife.

A viagem começou no dia 20 de outubro. Ele saiu de Florianópolis com destino ao Nordeste do país pilotando uma moto de 650 cilindradas.

Ao todo, foram 17 dias de estrada, com pausas para descanso e alimentação. “Me aposentei há dois anos e um dos objetivos era esse: ir atrás do Avaí de moto.

Desde então, já rodei mais de 60 mil quilômetros por Santa Catarina e outros estados. Este ano resolvi fazer uma maior, porque sempre quis conhecer o Nordeste.

Sabia que seria cansativo, uma viagem problemática. Exige muita coisa, inclusive um pouco de sorte, porque tu passa por muitas estradas boas, mas também ruins.

Foram 7 mil quilômetros e alguns perrengues, mas faz parte. Eu fui pelo Litoral, uma rota um pouco mais longa, de cerca de 3.900 quilômetros.

Fui parando para descansar e conhecendo algumas cidades. Na volta, foram cerca de 3.300 quilômetros.

Voltei pelo interior, conhecendo o interior de Minas. As estradas não eram boas, mas a paisagem compensou”, contou.

Além dos perrengues esperados em uma viagem de longa duração, como congestionamentos e estradas bloqueadas por acidentes, Edson precisou lidar com outros contratempos. “Quase chegando em Alagoas, a placa da minha moto caiu.

Um caminhoneiro me alertou. Eu voltei para procurar e não achei de jeito nenhum.

E tu não pode rodar sem placa. Entrei em Maceió para tentar resolver e não consegui.

Tive que arriscar indo até Recife sem placa, mas no fim deu tudo certo”, revelou. No retorno, ao passar pelo interior de Minas Gerais, quase ficou sem gasolina, mas foi salvo por moradores da pequena Pirapora, município com cerca de 55 mil habitantes.

“Eu sempre paro para abastecer quando a moto ainda tem 110 km de autonomia. Passei por um posto, mas, como não tinha bandeira, decidi seguir para abastecer no próximo.

O problema é que esse posto não chegou nunca… Minha moto entrou na reserva, rodei mais 30 quilômetros e nada. Encontrei um senhor saindo de uma rua de terra e pedi informação sobre o próximo posto.

Ele respondeu que ficava a 70 km dali, mas que poderia ajudar. Os moradores da própria comunidade me arrumaram dois litros.

Comprei por 15 reais e segui viagem. Os caipiras salvaram minha vida com essa gentileza”, disse.

Para piorar, Edson sofreu com uma intoxicação alimentar na reta final da viagem e precisou reduzir o ritmo por conta dos sintomas. “Essa reta final foi realmente complicada.

Passei muito mal, parei para vomitar muitas vezes. Os últimos 500 km foram um terror”, declarou.

Edson chegou ao Recife no dia 29, dois dias antes da partida. Dentro de campo, porém, a garra do torcedor não se refletiu na atuação daqueles que viajaram no conforto do avião: o Leão teve uma atuação apática e conformada nos Aflitos.

A derrota por 1 a 0 tornou a situação do Avaí praticamente irreversível na luta contra o rebaixamento. O time ocupa a 17ª posição, com 37 pontos somados.

A queda, inclusive, pode ser confirmada neste sábado, em caso de tropeço contra o São Bernardo, na Ressacada. “Faltou mesmo a cereja do bolo, que era a vitória.

Fico chateado por voltar com o virtual rebaixamento na bagagem, mas feliz pela missão cumprida. Torcedor de verdade não abandona nunca”, completou.

Edson concluiu a viagem no fim da noite de quinta-feira. Ele ainda se recupera da intoxicação alimentar e vai aproveitar o dia para descansar.

O compromisso do final de semana, no entanto, é inegociável: estar ao lado do time do coração no jogo que pode marcar o rebaixamento do Avaí para a Série C após 28 anos.

Publicação Original ND Mais ndmais.com.br
Acessar no site oficial
Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X
Curadoria e Apuração Editorial QTU Conteúdo jornalístico publicado em conformidade com os nossos Princípios Editoriais e política de transparência.
Conhecer a Redação →