Mesmo estando aberta ao público há cerca de sete décadas, arqueólogos encontraram 280 artes rupestres desenhadas nas paredes da Cova de la Font Major, uma caverna na Catalunha, Espanha. A descoberta, divulgada nessa quinta (5/11), surpreendeu os pesquisadores, pois anteriormente acreditava-se que a região quase não tinha exemplares de arte paleolítica.
O achado liderado pelo arqueólogo Josep Maria Vergès Bosch, do Instituto Catalão de Paleoecologia Humana e Evolução Social, na Espanha, ocorreu em 2019 após uma escavação no local. Os resultados foram publicados na revista Antiquity.
Para datar de quando os desenhos foram feitos, os pesquisadores utilizaram um método com radiocarbono. Os resultados mostraram que as gravuras foram realizadas há cerca de 26 mil anos.
Segundo os pesquisadores, os desenhos eram fáceis de passar despercebidos, pois somente com variações de luminosidade era possível enxergar as depressões nas paredes. Dentre as 280 gravuras, 55 eram de animais, incluindo representações de cavalo, urso e auroque, um ancestral do gado doméstico atual. Além disso, 20 desenhos pareciam fazer parte de uma espécie de filme ou animação da época.
Antes da descoberta, a falta de arte nessa região da Espanha era associada à pouca qualidade nas paredes das cavernas para fazer desenhos ou a uma baixa densidade populacional. No entanto, o achado desmente a teoria e abre uma linha de investigação sobre a história artística local.
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