O Governo do Tocantins adotou um plano estratégico para atenuar os impactos sociais e econômicos decorrentes da estiagem que afeta quase todo o território tocantinense. Por meio do Decreto nº 7.251, de 19 de outubro de 2026, a gestão estadual estipulou cinco eixos de atuação: abastecimento e assistência humanitária, saúde pública, proteção social, apoio ao setor agropecuário e monitoramento climatológico e hídrico.
Desta forma, o enfrentamento da seca se dividirá por diversas áreas da administração pública, de forma articulada e integrada. A Defesa Civil vai liderar o fornecimento de água potável e apoio às comunidades vulneráveis, enquanto a Secretaria da Saúde tem a tarefa de conduzir o monitoramento contínuo da qualidade da água destinada ao consumo humano e ações de vigilância. Já a pasta de Desenvolvimento Social deve identificar as famílias atingidas pelos efeitos da estiagem. Na área produtiva, a Seagro e a Ruraltins realizarão o mapeamento das perdas na agricultura e pecuária, prestando orientação técnica e emitindo laudos para apoiar os produtores rurais na renegociação de dívidas com as instituições financeiras. Por fim, a Semarh fará o acompanhamento contínuo das condições meteorológicas, visando subsidiar decisões de mitigação, com a ressalva de que chuvas isoladas não garantem a recuperação imediata dos rios.
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A emergência para a realização das ações se expressa em dados: o Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) revela que, em agosto de 2026, cerca de 95% do estado do Tocantins enfrentava algum grau de seca, sendo que a área classificada como de seca moderada passou de 33,57% em julho para 57,44% no mês seguinte.
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