Chawork nasceu no Startup Weekend de Criciúma, no Sul de SC, com uma ideia voltada à terceirização do serviço de recrutamento e seleção estratégica para empresas Resumo e áudio gerados por inteligência artificial a partir do texto desta matéria.
Uma ideia concebida por pessoas que nunca trabalharam juntas durante um final de semana levou à criação de uma startup inovadora, que atualmente atende todos os estados do Brasil e mercados da Europa, África e América do Norte. A Chawork, empresa de recrutamento e seleção estratégica, foi concebida no primeiro Startup Weekend de Criciúma, no Sul de Santa Catarina.
A trajetória começou quando a cofundadora e CEO da Chawork, Liliane Fernandes, foi convidada para participar do evento, em 2016. Na ocasião, a empresária, que na época atuava como professora no Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial), apresentou a ideia em um pitch de 60 segundos.
A ideia ficou entre as mais votadas e atraiu participantes, que formaram uma equipe para colocá-la em prática. “Nós não ganhamos nada no evento, mas, logo que saímos, um dos mentores nos convidou para continuar tocando o negócio.
Das oito pessoas que estavam na equipe, três decidiram seguir, eu e mais dois desenvolvedores”, relembrou Liliane. Nos primeiros anos da startup, a equipe deu andamento ao negócio paralelamente às atividades profissionais de cada um.
O empreendimento se tornou a principal fonte de renda dos fundadores a partir de 2018, quando a empresa passou por programas de inovação e conquistou recursos que permitiram aos sócios apostar definitivamente no negócio. Entre os programas, o Chawork passou pelo Startup SC e pelo InovAtiva Brasil.
Um aporte de R$ 100 mil do programa Sinapse da Inovação também foi fundamental para o fortalecimento da ideia como um negócio lucrativo. Durante o período, o próprio modelo da empresa sofreu alterações.
Inicialmente, a Chawork se apresentava como um software para aplicação de testes comportamentais em processos seletivos. No entanto, uma mentora do Startup SC ajudou a equipe a perceber outra demanda do mercado: havia espaço para entregar às empresas o próprio serviço de recrutamento.
A partir do conselho, o negócio deixou de ser apenas um software e passou a atuar diretamente na contratação de profissionais. 10 anos depois, a empresa realiza processos seletivos para empresas nos 27 estados brasileiros e também atende companhias dos Estados Unidos, Europa e África que buscam contratar profissionais no Brasil.
Ao longo dos anos, a atuação também foi ampliada para outras áreas da gestão de pessoas. Hoje, a empresa funciona como um guarda-chuva de marcas e deu origem à Unio People, voltada a soluções como pesquisa de clima, avaliação de desempenho e suporte emocional.
Uma década depois daquela primeira experiência, Liliane voltou ao Startup Weekend Criciúma em uma posição diferente. Na edição realizada em maio de 2026, a empreendedora participou como jurada e convidada especial, acompanhando equipes que estavam passando pelo mesmo processo que deu início à sua trajetória.
“Para algumas pessoas, ele é somente um evento, mas, para muitos de nós que temos um negócio hoje devido a essa experiência, ele é transformador. Foi uma honra, um prazer e uma emoção estar de volta”, afirmou.
A próxima oportunidade para novas histórias começarem será nos dias 6, 7 e 8 de novembro, quando a Betha Sistemas recebe o Startup Weekend Criciúma com uma vertical inédita de Inteligência Artificial no Sul de Santa Catarina. As inscrições estão abertas e podem ser feitas pelo site.
Para Liliane, o foco da edição acompanha uma transformação que mudou a própria forma de criar empresas de tecnologia. Se em 2016 encontrar desenvolvedores era uma das principais necessidades de quem pretendia tirar uma solução do papel, as ferramentas de IA reduziram algumas dessas barreiras.
“Hoje, quem mais é desejado são as pessoas com a mente de negócio, porque a IA está aí para ajudar a desenvolver um negócio do zero. Essa nova edição faz muito sentido para o momento e para o mercado”, avaliou.
Marcelo Macieski é repórter do portal ND Mais na redação de Criciúma, de onde escreve matérias sobre cotidiano, segurança pública, turismo e política que envolvem as cidades do Sul de Santa Catarina. Cobre os principais assuntos de Criciúma, Tubarão, Araranguá, Laguna e outros municípios, levando para o ND Mais conteúdos relevantes sobre a realidade local.
Formado pelo Centro Universitário UniSatc, atua no jornalismo desde 2023 e tem experiência em comunicação institucional, o que amplia sua visão estratégica sobre conteúdo digital e relacionamento com diferentes públicos. Mantém um olhar apurado sobre movimentações políticas em Santa Catarina e colabora com a cobertura das Eleições 2026 no ND Mais.
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