Os cinemas brasileiros ainda sofrem para retomar o público anterior à pandemia de Covid-19. O dado quantitativo não é uma novidade.
Exibidores, no entanto, chamam a atenção para uma mudança menos mensurável de comportamento e perfil da nova geração de consumidores, cada vez mais dispostos a interagir com os filmes e apegados ao uso de smartphones.Embora não disponha de dados relacionados a essa transformação particular dos modos do público, a Associação Brasileira das Empresas Exibidoras Cinematográficas Operadoras de Multiplex (Abraplex) avalia que o interesse da Geração Z (nascidos de 1997 a 2012) pelo circuito é um destaque no recorte recente.“A mudança está menos na conduta dentro da sala e mais nos hábitos de consumo”, avalia o diretor-executivo da Abraplex, Tiago Mafra.
É uma análise compartilhada pelo gerente de marketing da Cinépolis Brasil, Luiz Fernando Angi. “É uma geração que nasceu com o celular nas mãos, faz parte do corpo delas”, aponta.Uma busca por “celular no cinema” na rede social X (antigo Twitter) resulta em dezenas de reclamações do público sobre o uso de smartphones nas salas.
“Vou parecer boomer, mas gostava da época em que as pessoas tinham muita cautela em não estragar a experiência de desconhecidos no cinema”, escreve uma usuária em referência ao choque geracional e à geração Baby Boomer, dos nascidos entre 1946 e 1964.
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