Quanto vale a esmeralda de Minas Gerais na avaliação final? O valor de uma esmeralda encontrada em solo mineiro oscila de R$ 50 num pedaço bruto simples até mais de R$ 60.000 por quilate após a lapidação.
A avaliação exata da pedra preciosa depende da cor, transparência e do trabalho do lapidário. O preço de largada da gema no garimpo varia bastante conforme o peso, a saturação do tom verde e a quantidade de impurezas presas no cristal.
Uma pedra bruta coberta por rocha matriz costuma custar bem menos do que uma gema limpa e pronta para o trabalho de corte. No universo das pedras preciosas, a cor manda em cerca de 40% da nota final da gema.
O verde vivo e profundo tem mais valor de mercado do que exemplares muito claros ou com fundo amarelado. A gemologia usa uma regra clássica baseada em cor, corte, claridade e peso em quilates para precificar a peça.
O tom verde marcante vem da presença de cromo e vanádio na estrutura do mineral berilo durante a sua formação sob a terra. Encontrar uma pedra cristalina sem tantas rachaduras internas é algo bastante raro na natureza.
Essas pequenas marcas de nascimento são chamadas pelos peritos de jardinagem e ajudam a diferenciar a pedra verdadeira de imitações feitas em laboratório. Dá uma olhada no peso que cada detalhe tem na hora de definir o preço final da peça:
O cristal bruto extraído das jazidas de cidades como Campos Verdes ou Itabira perde boa parte da massa durante a lapidação no ateliê. O especialista precisa cortar os pedaços trincados para aproveitar apenas o coração mais brilhante da rocha.
Veja abaixo como o preço por quilate costuma mudar dependendo do nível de qualidade e acabamento da pedra preciosa no mercado nacional: O estado mineiro é referência internacional na extração de minerais por causa do seu solo rico e histórico antigo de garimpo.
As gemas tiradas das jazidas locais possuem um equilíbrio perfeito entre tom de cor e densidade de cristalização. Muitas peças encontradas na região vão direto para os principais centros de joalheria na Europa e nos Estados Unidos.
Essa fama internacional mantém a liquidez da pedra alta, transformando a gema num ativo seguro para colecionadores e investidores. Comprar exemplares brutos direto da extração exige um olho muito treinado para não perder dinheiro em peças cheias de trincas ocultas.
Quem não domina o ramo pode acabar pagando caro por um bloco de rocha que rende pouco aproveitamento na lapidação. O caminho mais seguro para quem deseja guardar valor é buscar peças já cortadas e acompanhadas de laudo assinado por um laboratório de gemologia.
Ter o papel certificado garante a procedência natural da gema e facilita a revenda no mercado futuro.
O Antogonista