PT denuncia episódios de violência e assédio eleitoral no Paraná

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Fonte da notícia: Brasil 247 Brasil 247

247 – Uma ofensiva jurídica liderada pela Federação Brasil da Esperança — coalizão formada por PT, PCdoB e PV — acionou cinco esferas do Ministério Público e da Justiça para exigir investigações sobre dezenas de episódios de violência e assédio eleitoral ocorridos no estado do Paraná, informa Mônica Bergamo na Folha de São Paulo.

O dossiê protocolado junto aos órgãos fiscalizadores reúne denúncias mapeadas em pelo menos 20 cidades paranaenses. A documentação detalha uma série de graves violações de direitos, abrangendo desde atropelamentos com mortes até espancamentos, ameaças explícitas de agressão, danos patrimoniais contra veículos e uso de cargos políticos para incitar a demissão de trabalhadores em virtude de suas convicções partidárias.

Entre os episódios de maior gravidade documentados pela federação consta o atropelamento de Eliseu Pedrozo dos Santos, de 38 anos, atingido durante a celebração da vitória do presidente Lula (PT) na cidade de Mangueirinha, em 25 de outubro. A vítima não resistiu aos ferimentos e faleceu no hospital no dia seguinte.

Na cidade de Castro, outra celebração política resultou em uma mulher gravemente ferida na coluna ao ser atropelada por um condutor que fugiu do local sem prestar socorro. O levantamento traz ainda episódios de agressões e detenções arbitrárias praticadas por policiais, disparos de arma de fogo e disseminação de discursos de ódio em redes sociais.

Em um grupo de comunicação no aplicativo WhatsApp na cidade de Sengés, um dos integrantes defendeu publicamente a tese de “matar todos os petistas”. A vertente do assédio trabalhista também integra o conjunto de denúncias submetido às autoridades.

O dossiê destaca manifestações de parlamentares eleitos que usaram as redes sociais para pregar o expurgo de trabalhadores com posicionamento à esquerda. A deputada estadual eleita Jessica Ramos Moreno (PL-PR) e o deputado federal eleito Guilherme Kilter (Novo-PR) figuram no documento por incitarem demissões discriminatórias.

“Demita um petista. O motivo? Corte de gastos e reestruturação”, publicou Kilter na ocasião.

A conduta dos parlamentares já havia motivado acionamentos ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e ao Ministério Público Federal (MPF) efetuados pelo deputado Requião Filho (PDT-PR). Diante da gravidade dos fatos, o MPT emitiu recomendação para que Guilherme Kilter faça uma retratação pública.

Quando questionado sobre a denúncia, o parlamentar afirmou que não responde a “provocações de político desempregado”, em alusão ao desempenho eleitoral de Requião. Já Jessica Ramos Moreno sustentou publicamente que defende a liberdade de contratação por parte dos empresários e declarou que os empregadores devem ter o direito de saber quem contratam.

Segundo o deputado federal eleito Arilson Chiorato (PT-PR), presidente da federação no estado, o partido organizou uma central de atendimento para compilar denúncias enviadas por cidadãos via correio eletrônico e mensagens instantâneas, contendo vídeos, imagens, gravações de áudio e reportagens.

O material foi formalmente entregue aos Ministérios Públicos estadual, Eleitoral e do Trabalho, além do Tribunal de Justiça e do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná. “Estamos exigindo punição, justiça e indenizações às vítimas”, declarou Chiorato.

Além das punições cabíveis e do pagamento de indenizações aos afetados, a petição apresentada pela Federação Brasil da Esperança exige a preservação imediata de todas as provas colhidas e a adoção de medidas protetivas para resguardar as vítimas e testemunhas envolvidas no processo.

Publicação Original Brasil 247 brasil247.com
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