Propaganda eleitoral na TV: Lula defende direitos sociais e Flávio Bolsonaro encerra com oração

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Fonte da notícia: Brasil 247 Brasil 247

247 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerrou nesta sexta-feira (23) sua participação na propaganda eleitoral gratuita na televisão defendendo os avanços do Brasil durante seu governo e a continuidade das políticas sociais. A dois dias do segundo turno das eleições presidenciais, o petista alertou para possíveis perdas de direitos em caso de vitória do adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

O senador da extrema direita concentrou sua última mensagem em um apelo por mudança, na mobilização de eleitores e em referências religiosas. O presidente Lula afirmou que sua trajetória política tem como objetivo ampliar oportunidades e reduzir desigualdades, reconheceu que ainda existem desafios e sustentou que o país avançou desde o início de seu atual mandato.

“Muito obrigado a você, que segue junto nas ruas e nas redes”, declarou Lula, ao destacar a participação dos apoiadores ao longo da disputa eleitoral. Já o filho de Jair Bolsonaro reuniu imagens de atos eleitorais em que participantes rezavam o Pai-Nosso.

A campanha escolheu uma mensagem de caráter religioso para concluir sua participação no horário eleitoral gratuito: “A esperança nos move. A fé nos une.

Deus abençoe a nossa nação”. Os dois presidenciáveis registraram empate técnico e ficaram exatamente com o mesmo percentual, com 50% dos votos válidos para cada candidato, segundo pesquisa Datafolha, divulgada nesta quinta-feira (22). 

No primeiro turno, que aconteceu no dia 4 deste mês, Flávio Bolsonaro conseguiu 47% (56 milhões) e Lula registrou 45% (53 milhões). O segundo turno ocorrerá no próximo domingo (25). 

Conquistas sociais A campanha petista concentrou parte da propaganda na TV em críticas às propostas econômicas de Flávio Bolsonaro.

O programa apontou que a intenção do senador de promover um corte de R$ 250 bilhões no orçamento federal poderia atingir direitos trabalhistas, aposentadorias e benefícios sociais. A peça mencionou especificamente o Bolsa Família e o Farmácia Popular, apresentados como programas sob ameaça.

“Ele não diz onde, mas a gente sabe que vai cortar salário, aposentadoria e programas sociais como o Farmácia Popular e o Bolsa Família”, afirmou a narração da propaganda, em referência à proposta de redução de despesas defendida pelo candidato do PL. O programa também questionou posições de Flávio Bolsonaro sobre direitos trabalhistas, políticas para mulheres e empresas estatais.

A campanha criticou o voto do senador contra a ampliação da licença-maternidade, quando exercia o mandato de deputado estadual, e associou sua defesa da privatização da Petrobras à possibilidade de aumento dos preços dos combustíveis. A propaganda ainda acusou o adversário de manter conversas com empresários para impedir o fim da escala de trabalho 6×1.

Na área de segurança pública, Lula rejeitou propostas que, segundo sua campanha, poderiam ampliar a influência de integrantes de milícias sobre as políticas de combate à criminalidade. “O Brasil não vai ficar melhor contando os seus direitos e conquistas, nem desrespeitando as mulheres e muito menos colocando um miliciano para cuidar da segurança.

O caminho da gente é pra frente. Temos um projeto de futuro para o nosso país”, afirmou o presidente.

Flávio Bolsonaro e PM acusado de morte Outra parte do programa retomou a atuação de Flávio Bolsonaro na defesa de um policial militar que responde pela morte da menina Ana Clara, de cinco anos, em Niterói, no Rio de Janeiro, em 2021.

Em 2024, o senador integrou a equipe jurídica responsável por apresentar um recurso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que rejeitou os pedidos. O processo continua em andamento, e o Tribunal do Júri tem sessão marcada para maio de 2027.

Na etapa final, a campanha apresentou depoimentos de eleitores sobre o governo federal, com referências à redução do desemprego e da inflação e à retomada das relações diplomáticas. Lula concluiu sua participação com uma mensagem sobre a importância da votação de domingo e demonstrou confiança no resultado.

“Vamos juntos. Domingo é um dia que vale por muitos anos.

Eu tenho certeza que vamos vencer. O melhor do Brasil ainda está pela frente”, declarou o presidente.

Peça de Flávio Bolsonaro O senador Flávio Bolsonaro estruturou sua última propaganda eleitoral em torno da ideia de que o segundo turno representa uma escolha sobre os rumos do país.

O candidato do PL apresentou sua candidatura como alternativa à continuidade do atual governo e afirmou que o resultado da eleição terá consequências para as próximas décadas. Sem mencionar Lula pelo nome, o senador criticou a situação nacional e buscou associar sua campanha ao desejo de renovação política.

Flávio também apresentou temas relacionados à segurança das famílias, às dificuldades econômicas e à perspectiva de ascensão social. “Enfim, você vai escolher se tá na hora de mudar ou continuar nesse velho sistema que ninguém aguenta mais.

Do jeito que tá não dá mais. Ninguém aguenta”, afirmou Flávio Bolsonaro.

O programa exibiu imagens de encontros do candidato com eleitores durante a campanha, acompanhadas de mensagens de apoio. O senador agradeceu a participação dos simpatizantes e afirmou que a convivência com a população ao longo da disputa influenciou sua percepção sobre o país.

“Eu vi um novo Brasil diante de mim. Um novo Brasil que já surgiu e quer respeito.

Um novo Brasil que sabe que o nosso futuro não é o passado. Obrigado por tudo, por tudo mesmo.

Obrigado por todos esses momentos”, declarou. A segurança pública também ocupou espaço na propaganda.

Flávio relacionou sua candidatura ao enfrentamento da criminalidade e afirmou que pretende alterar a relação entre a população e os responsáveis por crimes. O senador utilizou o tema para reforçar seu discurso de mudança.

“Você vai escolher se vai viver com medo ou se os bandidos é que vão ter medo de nós”, disse o candidato do PL. Na reta final da apresentação, Flávio pediu que seus apoiadores conversassem com familiares e amigos para ampliar sua votação.

O senador destacou o sigilo do voto e orientou os eleitores a não aceitarem pressões ou intimidações relacionadas à escolha de candidatos. “Não deixe ninguém ameaçar você”, afirmou o senador, ao defender que os cidadãos compareçam às urnas para manifestar suas preferências.

Tempo de rádio e TV Em 9 de outubro, cinco dias após o primeiro turno, os candidatos que disputam o segundo turno voltaram a aparecer em propagandas no rádio e na televisão.

A publicidade foi permitida até o dia 23 de outubro, dois dias antes da votação. Os candidatos Lula e Flávio Bolsonaro tiveram direito a dois blocos diários nas emissoras de rádio:

das 7h às 7h10 (com cinco minutos para cada candidato); das 12h às 12h10 (com cinco minutos para cada candidato).

Na TV foi o mesmo tempo, dividido em dois blocos: das 13h às 13h10;

das 20h30 às 20h40. As propagandas foram transmitidas de segunda a sábado.

Publicação Original Brasil 247 brasil247.com
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