Fato ou Fake existe desde 2018; conheça o histórico do serviço de checagens do Grupo Globo

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

O Fato ou Fake, serviço de checagem do Grupo Globo, reúne jornalistas de sete Redações: TV Globo, g1, GloboNews, O GLOBO, Valor Econômico, Extra e CBN. Criada em julho de 2018, a ferramenta unificou iniciativas até então independentes, ampliando a escala de produção e a agilidade das verificações.

#FATO, #FAKE e #NÃOÉBEMASSIM: Entenda selos usados pelo Fato ou Fake nas checagens de debates e entrevistas em eleições Desde o lançamento, mais de 5 mil checagens foram publicadas.

O trabalho inclui o monitoramento diário de conteúdos virais nas redes sociais e em aplicativos de mensagens, como o WhatsApp, além da verificação de declarações de políticos, especialmente durante debates e entrevistas eleitorais. Relembre, abaixo, o histórico do Fato ou Fake:

2018 - Lançamento do Fato ou Fake, em 30 de julho. Naquele ano, os veículos do Grupo Globo se uniram para criar um serviço de checagem de informações e alertar os brasileiros sobre conteúdos enganosos que circulavam na internet.

Equipes do g1, GloboNews, "O Globo", "Valor Econômico", "Extra", "Época" e CBN passaram a monitorar, com um leque de ferramentas, as redes sociais para identificar mensagens suspeitas e verificar se eram verdadeiras ou falsas. Já naquele ano, o projeto checou entrevistas e debates dos candidatos nas eleições.

Esse mesmo trabalho de verificação se repetiu em 2020, 2022, 2024 e, agora, em 2026. O que é checável? Conteúdos virais que têm impacto no debate público.

Tudo que pode ser verificado de forma independente e imparcial. O trabalho de apuração jornalística é norteado pelos atributos da informação de qualidade descritos nos Princípios Editoriais do Grupo Globo: isenção, correção e agilidade.

O que não checamos? Opiniões, rumores, ofensas, previsões de futuro, teorias da conspiração. Com transparência sobre as fontes consultadas, as verificações explicitam ao público o processo de apuração.

Além de recorrer a essas fontes primárias, o Fato ou Fake usa ferramentas de detecção de conteúdos criados com inteligência artificial (IA), pesquisa fatos e dados estatísticos, documentos oficiais, estudos e registros históricos e entrevista especialistas. 2019 - Um ano após o lançamento, o Fato ou Fake superou a marca de mil checagens.

Em 12 meses, a equipe verificou 764 declarações de políticos e 391 conteúdos que circulavam na internet. Naquele ano, o projeto também lançou um tutorial com orientações para ajudar o público a identificar materiais falsos e verificar a autenticidade de fotos, vídeos e textos compartilhados nas redes sociais.

2020 - Em um ano marcado pela pandemia de Covid-19, o Fato ou Fake publicou mais de mil checagens, com média de uma checagem a cada oito horas. Foram verificados 584 conteúdos compartilhados nas redes sociais, quase dois terços deles relacionados ao coronavírus.

Entre as checagens mais vistas, estavam vídeos e mensagens com informações controversas sobre a prevenção e a própria doença. Além disso, as equipes verificaram 426 declarações de políticos, a maioria durante as eleições municipais.

2022 - O Fato ou Fake publicou mais de 1,2 mil checagens ao longo do ano. Assim como havia ocorrido dois anos antes, houve intensa cobertura de debates e entrevistas durante a campanha eleitoral.

Além disso, uma reportagem do Fato ou Fake explicou como funcionava a "fábrica de desinformação política" no Brasil, e uma série abordou temas relacionados à desinformação, como a criação e o compartilhamento de "notícias" falsas. 2024 - A checagem eleitoral ganhou um novo ritmo.

Pela primeira vez, verificações foram publicadas ainda durante os debates, antes do encerramento dos programas. O modelo também será adotado no debate presidencial na Globo desta sexta-feira (23) – veja detalhes mais abaixo.

2025 - Fato ou Fake também estreou um quadro no programa Mais Você, apresentado por Ana Maria Braga. Na primeira edição, foi explicada a origem do termo "fake news", como funciona o processo de checagem e como evitar golpes na internet.

2026 - O Fato ou Fake vai manter a publicação das primeiras checagens com o debate ainda em andamento, já adotado nas eleições municipais de 2024. Para o debate presidencial entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT), na Globo, o projeto preparou uma cobertura especial, com mais de 30 jornalistas trabalhando em conjunto para verificar as declarações dos candidatos (saiba mais no vídeo a seguir).

Com apoio da tecnologia, a equipe vai transcrever as falas em tempo real e selecionar declarações que podem ser verificadas com base em dados e informações objetivas. As primeiras checagens serão publicadas no g1 e nos sites de "O Globo", "Valor Econômico", "Extra" e CBN.

A GloboNews também exibirá um programa especial após o confronto com as verificações. O Fato ou Fake preparou uma cobertura especial para verificar as declarações dos candidatos Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) durante o debate da TV Globo, nesta sexta-feira (23).

Mas antes dela, os jornalistas do portal g1, dos jornais O GLOBO, Extra e Valor Econômico e da rádio CBN já haviam feito checagens de entrevistas e do debate promovido pela Band, no último domingo, entre os presidenciáveis, Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. Veja os links abaixo:

Flávio Bolsonaro ao JN antes do 1º turno Lula ao JN antes do 1º turno

Flávio Bolsonaro ao JN antes do 2º turno Lula ao JN antes do 2º turno

Debate entre presidenciáveis na Band Veja como o Fato ou Fake checará declarações dos candidatos no debate:

Saiba como o Fato ou Fake checará declarações dos candidatos no debate da Globo Como esse trabalho funciona?

Repórteres e editores acompanham o debate ao vivo e selecionam as declarações que pode ser verificadas com base em dados e informações objetivas. Opiniões, ofensas e projeções sobre o futuro não são checadas.

Com apoio da tecnologia e sob supervisão de jornalistas, a decupagem de todas as falas é gerada em tempo real, para garantir que a análise esteja baseada exatamente no que disseram os candidatos, palavra por palavra. As falas dos candidatos são selecionadas e distribuídas, uma para cada repórter.

Esse trabalho é contínuo durante todo o debate. Para classificar as declarações, o Fato ou Fake usa três selos: #FATO, #NÃOÉBEMASSIM e #FAKE.

Cada checagem apresenta o passo a passo da apuração, com transparência sobre as fontes consultadas. Algumas declarações permitem uma checagem rápida, pelos dados oficiais ou públicos em bancos de dados acessíveis rapidamente.

Outras exigem mais tempo, com entrevistas de autoridades ou especialistas no assunto e análises mais aprofundadas. À medida que as novas checagens são concluídas, a reportagem é atualizada com os resultados.

Publicação Original O Globo oglobo.globo.com
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