Prévia da inflação cai para 4,62% em outubro e alivia preço dos alimentos

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Fonte da notícia: Cafezinho Cafezinho

No dia 23 de outubro de 2026, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou que a prévia oficial da inflação acumulou alta de 4,62% em doze meses. O resultado equivale a menos da metade dos 10,34% registrados cinco anos antes.

Confrontar sempre o mesmo período de cada calendário elimina distorções sazonais típicas de entressafra agrícola ou matrículas escolares. Esse recorte histórico mostra a mudança de patamar do custo de vida.

A trajetória de outubro entre 2021 e 2026 Na primavera de 2021, a crise hídrica encareceu a conta de luz e o desarranjo das cadeias globais puxou a carestia para dois dígitos.

Um ano depois, em 2022, a variação acumulada recuou para 6,85%. A recomposição dos estoques reguladores e a estabilidade dos combustíveis mudaram essa curva a partir de 2023.

Naquela leitura de outubro, a taxa anualizada desceu para 5,05%. Desde então, o indicador permaneceu ancorado abaixo de cinco por cento.

A medição marcou 4,47% em 2024, subiu para 4,94% em 2025 e fechou agora em 4,62%. A perda anual de poder aquisitivo medida na quinzena encolheu 5,72 pontos percentuais no quinquênio.

Os reajustes salariais voltaram a ganhar da carestia. O alívio no preço da comida

Para a maioria das famílias trabalhadoras, a gôndola do supermercado pesa muito mais no bolso do que a média geral dos preços. Os dados fechados de setembro confirmam uma trégua na alimentação.

Cinco anos atrás, comer em casa ou na rua havia ficado 12,54% mais caro no acumulado de doze meses. Na medição seguinte, em 2022, a pressão sobre o prato do brasileiro seguia quase idêntica, somando 11,71%.

A supersafra de grãos derrubou esse grupo para 0,88% em setembro de 2023. Tragédias climáticas severas, como as enchentes no Sul e a seca prolongada, voltaram a atingir as lavouras nos dois exercícios posteriores.

Com o tempo adverso no campo, a cesta alimentar subiu 5,86% até 2024 e atingiu 6,61% em setembro de 2025. Neste ano, a colheita farta de arroz, feijão, leite e carnes derrubou a taxa anual para 4,66%.

Esse recuo devolveu fôlego ao consumo popular. Sobrando dinheiro da feira, o trabalhador compra roupa, calçado e remédio.

Diferenças regionais e horizonte do consumo A coleta mensal percorre dezesseis grandes centros urbanos e revela contrastes conforme a estrutura de cada metrópole.

Curitiba registrou a menor variação acumulada do país em setembro, com 2,72%. Capitais populosas caminharam perto do índice nacional.

O Rio de Janeiro acumulou 4,72%, São Paulo ficou em 4,75% e Porto Alegre anotou 5,02%. Tarifas locais de ônibus, energia residencial e fretes de hortifrutigranjeiros explicam essa distância entre as praças pesquisadas.

Onde o transporte coletivo manteve passagem congelada, o orçamento familiar sofreu menos. Com a prévia de outubro em 4,62% e a comida subindo abaixo de cinco por cento, o salário mínimo preserva seu ganho real.

O comércio varejista entra no fim do ano com crédito mais previsível e vendas aquecidas.

Publicação Original Cafezinho ocafezinho.com
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