Governo define 27 minerais críticos e estratégicos para o Brasil; veja quais estão presentes em Goiás

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Com reservas de terras raras, nióbio e outros recursos minerais de importância econômica, Goiás está entre os estados que podem ser beneficiados pela nova classificação de minerais críticos e estratégicos aprovada nesta quinta-feira, 5, pelo Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE).

A decisão estabelece prioridades para o desenvolvimento da cadeia mineral brasileira e pode abrir espaço para novos investimentos em pesquisa, exploração e industrialização. A lista inclui substâncias utilizadas na fabricação de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, tecnologias de defesa e sistemas de geração de energia limpa.

Para Goiás, a medida ganha relevância diante da presença de empreendimentos minerais em municípios como Minaçu, Catalão e Ouvidor, que integram cadeias produtivas relacionadas a esses recursos. O governo federal dividiu os minerais em três categorias, considerando fatores como importância para a soberania nacional, riscos geopolíticos, concentração da produção mundial e possibilidades de substituição por outras matérias-primas.

Veja a lista de minerais classificados pelo governo federal PrioridadeMineraisAltaTerras raras, grafita, lítio, níquel, cobalto, cobre, manganês, silício e urânioMédiaTungstênio, cromo, vanádio, tântalo, titânio, fosfato, potássio e enxofreBaixaNióbio, estanho, ferro, zinco, ouro, magnésio, molibdênio, tório, alumínio e grupo da platina

As terras raras, que possuem projetos de exploração em Goiás, foram classificadas como de alta prioridade. O nióbio, também presente na atividade mineral goiana, integra a categoria de baixa prioridade, embora continue considerado estratégico para a economia nacional.

Goiás pode ampliar participação na cadeia tecnológica O município de Minaçu, no norte goiano, abriga o projeto de terras raras da Serra Verde, voltado à produção de concentrados minerais utilizados na obtenção de elementos essenciais para ímãs permanentes, veículos elétricos e equipamentos industriais.

Já a região de Catalão e Ouvidor possui tradição na produção de nióbio e fosfato, matérias-primas utilizadas, respectivamente, na fabricação de ligas metálicas de alto desempenho e fertilizantes. Com a nova política, a expectativa é de que projetos relacionados a esses minerais encontrem um ambiente de maior previsibilidade regulatória.

Entretanto, a classificação, por si só, não representa a garantia de novos investimentos ou de ampliação imediata da produção. Além dessas regiões, Goiás também possui atividades ligadas ao níquel, em Barro Alto, e ao cobre, em Alto Horizonte.

Ambos integram a categoria de alta prioridade, ampliando a presença do estado entre as cadeias minerais contempladas pela nova política. Governo quer estimular industrialização

A Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos busca ampliar a participação brasileira nas etapas de beneficiamento, refino e transformação industrial. A intenção é reduzir a dependência da exportação de matérias-primas e estimular a fabricação de produtos de maior valor agregado no país.

Para Goiás, esse movimento pode representar oportunidades de instalação de indústrias, geração de empregos especializados e fortalecimento de fornecedores locais, especialmente nas regiões que já concentram atividades de mineração. Segundo o Ministério de Minas e Energia, a lista também servirá como referência para a avaliação de investimentos e operações societárias consideradas estratégicas para o país.

A definição das substâncias ocorreu na primeira reunião do CIMCE, colegiado que reúne representantes de ministérios e da sociedade civil. A regulamentação dos mecanismos de triagem de investimentos e de outras medidas de incentivo ainda dependerá de novas decisões.

O decreto que regulamenta a classificação prevê revisões periódicas da lista e estabelece que a inclusão de um mineral não garante automaticamente benefícios ou autorizações para projetos. Com a nova política, o desafio para Goiás será aproveitar a presença desses recursos minerais para atrair investimentos que avancem além da extração, ampliando a participação do estado na produção de componentes e tecnologias utilizados pela indústria nacional e internacional.

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