O caso foi exposto em vídeo nas redes sociais na véspera do Dia de Finados; Prefeitura de Meleiro afirma não ter responsabilidade pela administração do cemitério Resumo e áudio gerados por inteligência artificial a partir do texto desta matéria.
Um vendedor de picolé denunciou nas redes sociais que foi impedido de trabalhar no Cemitério da Sanga Grande, em Meleiro, no Sul de Santa Catarina. O caso foi exposto em um vídeo publicado no domingo (1º), véspera do Dia de Finados.
Segundo o relato, o trabalhador atua há mais de 30 anos na comunidade e teria sido orientado a deixar o local. A situação foi registrada em vídeo por um homem que questiona a decisão e defende a permanência do vendedor no cemitério.
Picolezeiro é proibido de vender em cemitério de Meleiro (SC) após 30 anos de trabalho faz denúnciaVídeo: Reprodução/Redes Sociais/ND Mais Durante a gravação, o homem argumenta que o cemitério é um espaço público e critica a proibição.
“Proibir o vendedor de trabalhar na Sanga Grande é uma vergonha pra comunidade Sanga Grande. Aqui é um trabalhador, meu amigo”, afirma.
O vídeo foi publicado no perfil de Facebook do vendedor. “É uma vergonha para a cidade de Meleiro botar certos funcionários despreparados querendo mandar em um cemitério público e ainda ter a competência de dizer que não têm medo do prefeito nem da polícia.
É o primeiro cemitério da história e da região a ter esse tipo de ocorrência. Peço perdão à população, que não tem culpa, por um ser que acha que é dono do cemitério.
Apenas servimos à população há mais de 30 anos, aí na Sanga Grande, vendendo picolé”, publicou o homem. Em nota, a Prefeitura de Meleiro afirma apenas que não tem vínculo nem responsabilidade pela administração, manutenção ou conservação do Cemitério da Sanga Grande.
Confira abaixo: “A Prefeitura Municipal de Meleiro vem a público esclarecer que não possui qualquer vínculo ou responsabilidade administrativa sobre o Cemitério da Sanga Grande.
Esclarecemos que a administração, a manutenção, a conservação e as demais questões relacionadas ao referido cemitério não são de responsabilidade da Prefeitura Municipal de Meleiro. Reforçamos nosso compromisso com a transparência e com a correta prestação de informações à comunidade”.
Ana Júlia Kamchen é repórter do ND Mais na redação de Blumenau, de onde apura e escreve notícias sobre segurança pública, infraestrutura, economia, comportamento e temas de interesse público para os moradores do Vale do Itajaí. Cobre cidades como Pomerode, Indaial, Gaspar e municípios do Alto Vale, em Santa Catarina, e acompanha de perto assuntos de relevância estadual e movimentações que impactam a região.
Natural de Blumenau, é formada em Jornalismo pela Univali (Universidade do Vale do Itajaí) desde 2024 e tem experiência em portais de notícias, assessoria de imprensa e produção de conteúdo multiplataforma. Foi vencedora do Prêmio FocaDiCasa com a grande reportagem multimídia "Do Malte ao Barril", em 2023.
Acompanhou as Eleições 2024 como estagiária de jornalismo, com foco na cobertura política e desdobramentos na região da Amfri (Associação dos Municípios da Região da Foz do Rio Itajaí). Leia mais ▾
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