Os contratos futuros do petróleo recuam mais de 4% nesta segunda-feira, com o Brent sendo negociado abaixo de US$ 109 o barril. O movimento ocorre após a sinalização de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pretende dar mais tempo às negociações com o Irã antes de retomar os ataques.
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Olhar estrangeiro: 'No fiscal, importante é ter estratégia na direção correta', diz CEO da BlackRock no Brasil Por volta das 10h50, em Londres, o Brent era negociado a US$ 108,78 o barril, em queda de 4,7%.
Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, recuava 4,3%, a US$ 99,78 o barril. Apesar da queda nesta segunda-feira, o Brent acumulou alta em outubro e atingiu o maior nível em seis meses, mesmo com a recuperação do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz.
Trump ameaçou repetidamente retomar os ataques contra o Irã após as eleições, embora seu governo continue sinalizando que a diplomacia é a opção preferida. O Irã reiterou que as negociações com os Estados Unidos podem começar e que a segurança no Estreito de Ormuz pode ser restabelecida, mas condicionou esse cenário ao fim do bloqueio americano e ao cumprimento das exigências de Teerã.
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Para Sloth Hansen, chefe de estratégia de commodities do Saxo Bank, a queda dos preços evidencia os riscos de um mercado sujeito a movimentos em direções opostas, entre o temor de uma escalada militar e a expectativa de negociações de paz — Agora, tudo gira em torno da geopolítica, especialmente com as eleições de meio de mandato — disse.
A queda dos preços do petróleo contribuía para um início positivo dos contratos futuros das bolsas americanas no primeiro pregão de novembro. Os futuros do Nasdaq 100 subiam 0,9%, enquanto os do S&P 500 avançavam 0,5%, após dias de perdas de empresas ligadas à inteligência artificial (IA).
Reforma Tributária: Setor privado pressiona Senado para mudar alíquota da CBS No pré-mercado, a Apple, que retomou o posto de empresa mais valiosa do mundo, era a única integrante do grupo das Sete Magníficas a operar em queda, antes da divulgação de seus resultados.
O movimento ocorre na véspera das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. As bolsas da Ásia fecharam sem direção única, com altas na China, na Coreia do Sul e em Hong Kong, mas queda em Tóquio.
Na Europa, os mercados também tinham altas e quedas. Confira abaixo:
Na Europa Londres: -0,13%
Frankfurt: -0,19% Paris: +0,40%
Na Ásia Tóquio: - 0,33% (fechamento)
China: + 1,08% (fechamento) Coreia do Sul: +2,24% (fechamento)
Shenzhen: +0,23% (fechamento) Hong Kong: +0,42 (fechamento)
O Globo