O presidente do Paraguai, Santiago Peña, perdeu o apoio do próprio partido em meio à crise do Banco Ueno e ficou mais perto de enfrentar um processo de impeachment. A Associação Nacional Republicana (ANR), o Partido Colorado, passou a apoiar a medida, segundo anúncio feito por seu presidente, Horacio Cartes.
Em nota, Cartes afirmou: “Não estaremos do lado do roubo dos fundos públicos.” A dissolução do Banco Ueno, descrito como o maior banco digital do país e alvo de acusações de manipulação de ativos, foi anunciada na terça-feira (3).
Peña teve participação na Ueno Holding, grupo controlador da instituição, até 2025. Um grupo de 35 deputados protocolou pedido de afastamento do presidente, e o vice-presidente, Pedro Alliana, também é citado no processo.
Os parlamentares acusam Peña de ter alterado regras de conflito de interesses para permitir a concentração de recursos da previdência social no Banco Ueno. Pelo rito descrito na reportagem, a Câmara dos Deputados deve realizar sessão extraordinária para decidir se abre o processo, o que exige 54 votos, dois terços da Casa.
Se aprovado, o caso segue para o Senado, onde o afastamento também depende de maioria de dois terços. O presidente da Câmara, Raúl Latorre, disse que a maioria dos deputados apoia a remoção de Peña, mas que não há consenso sobre a saída de Alliana.
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