Os novos caminhos de Machado após seu retorno à Venezuela

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Fonte da notícia: Brasil 247 Brasil 247

De acordo com análise da teleSUR, o recente regresso de María Corina Machado à Venezuela em outubro de 2026 expõe as profundas contradições de sua trajetória. Embora a líder opositora tenha rejeitado formalmente participar das mesas de diálogo entre o Governo e a oposição em julho, o seu retorno foi coordenado internacionalmente e classificado por Washington como um resultado direto dessas mesmas negociações.

Machado encontrou um país onde a agenda política avançou sem ela, com acordos já firmados que incluem a renovação do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) e uma anistia que beneficiou quase 9.000 pessoas. O texto destaca que o vaivém de Machado reflete duas décadas de aposta na “antipolítica” e em atalhos fora das vias eleitorais tradicionais.

Ao longo dos anos, ela apoiou sublevações militares, protestos violentos como ‘La Salida’ (2014) e celebrou o endurecimento de sanções econômicas lideradas pelos EUA, que devastaram a economia venezuelana. No exterior, consolidou alianças controversas com a extrema-direita europeia (como o partido espanhol Vox), endossou as ações militares de Benjamin Netanyahu em Gaza e elogiou estratégias bélicas de Donald Trump no Caribe.

Agora, de volta a Caracas, a dirigente depara-se com uma encruzilhada. Ela pode finalmente sentar-se à mesa de negociação que antes esnobou — sujeitando-se ao calendário institucional e eleitoral traçado pelo Governo — ou retomar as mobilizações de rua por eleições imediatas.

Esta última opção, no entanto, a colocaria em rota de colisão não apenas com as autoridades venezuelanas, mas também com os próprios Estados Unidos, que agora pedem apoio ao diálogo, avalia a teleSUR.

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