Larissa Riquelme, musa do Paraguai, desabafa após ter dinheiro bloqueado em banco: 'Anos de trabalho'

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Fonte da notícia: Revista Quem Revista Quem

Larissa Riquelme, de 39 anos, conhecida como musa da seleção paraguaia na Copa do Mundo de 2010, é uma das milhões de pessoas afetadas pela crise do Ueno Bank. Considerado o principal banco digital do Paraguai, a instituição teve as operações suspensas pelo Banco Central do país na última segunda-feira (2), prejudicando correntistas e investidores.

Em entrevista ao Band Entretê, a modelo contou que o impacto do colapso bancário em sua vida pessoal é duplo: além de ter dinheiro e uma aplicação de renda fixa bloqueados na instituição, ela era contratada da VMedia, empresa de comunicação do mesmo grupo que controlava o banco. “Mais de 300 funcionários foram desligados.

Temos participado de manifestações e estamos vivendo dias de muita preocupação e incerteza”, disse a influenciadora. De acordo com ela, embora tenha outras fontes de renda e conta em outro banco, boa parte dos rendimentos estaria concentrada no Ueno.

“Sou afetada profissional e financeiramente, porque também abri mão de outras oportunidades para me dedicar à empresa”, apontou. Até o momento, ela ainda não teria recebido notificação formal de desligamento da VMedia.

Sobre os próximos passos, a modelo revelou que as informações ainda são escassas. “Tomamos conhecimento da situação por meio do Ministério Público, e alguns colegas receberam avisos, mas poucos foram formalmente notificados.

Inicialmente, nos falaram de um prazo de 90 dias, durante o qual deveríamos aguardar novas informações”. A aflição, segundo ela, não parte apenas da esfera pessoal, mas também com o sonho financeiro de milhões de conterrâneos.

“Estamos falando de dinheiro que representa anos de trabalho e planejamento. No meu caso, também tenho um investimento e estou aguardando informações oficiais sobre os próximos passos.”

Entenda a crise do Ueno Bank Nesta semana, o Ueno Bank entrou em processo de resolução — medida do Banco Central do Paraguai para intervir na instituição — após a constatação de que seu índice de solvência estava abaixo de 50% do mínimo exigido por lei.

Com cerca de 3 milhões de clientes em um país de aproximadamente 6,5 milhões de habitantes, a crise deixou correntistas sem acesso aos depósitos, provocou protestos em Assunção e levou à renúncia do presidente do Paraguai, Santiago Peña, na tarde desta quinta-feira (5). Além disso, o Ministério Público abriu investigação sobre a situação financeira do banco, e oito executivos da instituição foram detidos.

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