Cristiano Ronaldo anunciou o fim da carreira internacional e fechou um percurso de 23 anos com números que dificilmente serão repetidos. O capitão deixa a Seleção Nacional com 234 jogos, 146 golos e 45 assistências, além de dois grandes títulos e uma coleção de recordes mundiais.
Os totais de jogos e golos foram confirmados pela FIFA e pela UEFA. Já o detalhe por adversário, colegas e treinadores resulta de dados compilados através do Transfermarkt pela equipa do Betarades.
A post shared by Cristiano Ronaldo (@cristiano) Ronaldo somou 18 604 minutos pela equipa principal e participou em 147 vitórias, 46 empates e 41 derrotas quando os desempates por grandes penalidades são contabilizados como resultado final.
A taxa de vitórias fica assim nos 62,8%. Em jogos oficiais, marcou 124 golos e fez 33 assistências em 178 partidas.
Nos 56 encontros particulares, acrescentou 22 golos e 12 assistências. A diferença mostra que a produção ofensiva não foi construída apenas em amigáveis.
Ricardo Quaresma lidera a lista de colegas que mais vezes ofereceram um golo a Ronaldo, com nove assistências. João Moutinho surge logo atrás, com oito, seguido por Bernardo Silva, com sete.
No sentido inverso, Ronaldo assistiu mais vezes Pauleta, Hélder Postiga e Nani, todos com cinco golos criados pelo número 7. Ricardo Quaresma e Hugo Almeida receberam três assistências cada.
João Moutinho foi o jogador com mais presenças ao lado de Cristiano Ronaldo, num total de 116 partidas. Pepe aparece em segundo lugar com 107, seguido de Bernardo Silva com 91, Rui Patrício com 88 e Nani com 83.
A longevidade torna-se ainda mais visível quando se olha para António Silva e João Neves. Ambos nasceram depois da estreia internacional de Ronaldo, a 20 de agosto de 2003, e ainda assim partilharam o campo com ele em 15 e 23 jogos, respetivamente.
Ronaldo enfrentou 73 seleções e marcou contra 46. Espanha e Luxemburgo foram os adversários mais frequentes, com 11 jogos cada, mas foi o Luxemburgo que mais sofreu: 11 golos.
A melhor média frente a um adversário, considerando um mínimo de três jogos, foi registada contra a Lituânia, com 2,33 golos por partida. Albânia, Turquia, Brasil e Inglaterra ficaram no extremo oposto, sem golos de Ronaldo em pelo menos três encontros.
Albânia e Turquia foram também as seleções que mais defrontou sem marcar, com quatro jogos frente a cada uma. Entre as equipas contra as quais marcou apenas uma vez estão Argentina, Irão, Marrocos, País de Gales, Ucrânia e Sérvia.
Fernando Santos orientou Ronaldo em 82 partidas, mais do que qualquer outro selecionador. Luiz Felipe Scolari acompanhou 58 jogos, Paulo Bento 38, Roberto Martínez 37, Carlos Queiroz 18 e Jorge Jesus uma partida, segundo a compilação fornecida.
Foi com Fernando Santos que Portugal venceu o Europeu de 2016 e a Liga das Nações de 2019. Ronaldo acrescentou ainda a Liga das Nações de 2025 ao currículo internacional, fechando a carreira como o melhor marcador e o jogador mais internacional de sempre no futebol masculino.
Não. Os 146 golos são a parte mais visível, mas a carreira de Ronaldo atravessou várias gerações, modelos de jogo e selecionadores.
Passou de extremo a referência ofensiva, tornou-se capitão e ajudou Portugal a transformar presenças em fases finais numa expectativa permanente. Os números contam uma história de produção e longevidade.
Os títulos contam outra, mais curta, mas decisiva. O impacto cultural e a forma como elevou a exposição da Seleção ficam fora de qualquer folha de cálculo.
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