Se a disputa entre Flávio Bolsonaro e Lula está cabeça a cabeça, segundo pesquisas de intenção de voto, em outros países as eleições registraram resultados absolutamente inacreditáveis do ponto de vista democrático e matemático. Em 2002, Saddam Hussein foi reeleito para mandato de sete (!!!) anos com 100% dos votos.
Segundo os números oficiais, não houve um só iraquiano que não tenha votado no líder dos sunitas, que são minoria (cerca de 35% da população) no país. Pasme: não houve abstenção! De acordo com o vice-presidente do Conselho de Comando Revolucionário, Izzat Ibrahim, todos os 11.445.638 eleitores aptos a votar compareceram às urnas.
"Quem não conhece o povo iraquiano não vai acreditar nessa porcentagem, mas ela é real", alegou Ibrahim. A marca superou os 99,96% dos votos obtidos por Saddam em 1995.
Curiosamente, quando o líder foi deposto pelos EUA, a maior parte do Iraque festejou. Kim Jong-un vota na eleição que o confirmou como líder da Coreia do Norte: 100% dos votos
AFP Em 2014, na Coreia do Norte, o cenário se repetiu: Kim Jong-un foi eleito com 100% dos votos, superando o resultado do falecido pai, Kim Jong-il, que registrara 99,9% em 2009.
O que terá acontecido com quem votou contra? Outros campeões de votos:
Saparmurat Niyazov (Turquemenistão, 1992): Na primeira eleição presidencial após a independência da ex-república soviética, o líder concorreu sem oposição e obteve 99,5% dos votos. Raúl Castro (Cuba, 2008): o líder comunista registrou 99,4% dos votos na eleição nacional.
Bashar al-Assad (Síria, 2007): em referendo para validar mais um mandato presidencial, Assad obteve oficialmente 97,6% dos votos.
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