Kobori: eleição brasileira pode definir o futuro da humanidade

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Fonte da notícia: Brasil 247 Brasil 247

247 – A escolha presidencial que o povo brasileiro faz nas urnas ultrapassa as fronteiras nacionais e coloca o país no epicentro das grandes transformações do sistema interestatal capitalista. A avaliação é do economista, financista e especialista em economia política internacional José Kobori.

Em pronunciamento veiculado às vésperas da votação, Kobori fez um diagnóstico detalhado da atual conjuntura global e afirmou que o pleito brasileiro é acompanhado com atenção máxima em todo o planeta, pois representa a última grande barreira à tentativa de recolonização econômica imposta pelos Estados Unidos sobre a América Latina.

“Nós temos que ter a consciência de que estamos votando pelo direito de continuarmos, enquanto povo e nação, a determinar o nosso futuro. Esse futuro tem que ser decidido pelo povo brasileiro, e não pelos Estados Unidos.

Para Washington, a América Latina tem que ser apenas o seu quintal extrativista. O único país que ainda falta eles enquadrarem é o Brasil”, advertiu o analista.

A crise da ordem unipolar e a cobiça por recursos Recorrendo à análise histórica de longa duração, Kobori explicou que a atual transição geopolítica reflete o esgotamento da ordem mundial unipolar erguida no pós-Guerra Fria.

Sem conseguir conter a ascensão produtiva e tecnológica da China por meio de guerras tarifárias ou pressões militares na Eurásia e no Oriente Médio, os Estados Unidos passaram a adotar uma estratégia de repliegue defensivo e agressivo sobre o continente americano: “Quando você analisa as diretrizes estratégicas de segurança norte-americanas, a mensagem é evidente: não logrando êxito em subjugar outras regiões globais, eles recuam para dominar o hemisfério ocidental.

É a reprodução em escala continental da velha tática do Império Britânico. Eles querem enquadrar todos os vizinhos para extrair petróleo, terras raras, minerais críticos, água e commodities agrícolas a preço vil para alimentar a sua própria oligarquia financeira, mantendo os nossos países na condição de meros fornecedores primários e desindustrializados.”

Para o especialista, essa disputa explica a intensa articulação política, a pressão de conglomerados transnacionais de tecnologia e as tentativas de desestabilização institucional para impor governos servis aos interesses da Casa Branca na região. O Brasil como contraponto e símbolo internacional

A resistência do Brasil sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tornou o país um ponto de referência para a comunidade internacional. Kobori destacou a repercussão de campanhas públicas em capitais como Londres — onde cartazes destacavam a importância de Lula para a defesa da ordem multilateral — e o apoio formal manifestado por personalidades da cultura mundial, como Roger Waters e Mark Ruffalo, além de análises publicadas por veículos como o Financial Times e o The New York Times:

“Até a Europa, humilhada e reduzida à condição de vassala dos interesses geopolíticos de Washington, olha para o Brasil hoje como a principal barreira de resistência. O mundo inteiro compreende que a soberania brasileira é a chave para viabilizar um sistema multipolar, onde nenhum império tenha o poder unilateral de ditar os rumos de todas as nações.”

Desenvolvimento soberano versus entrega colonial Dirigindo-se especialmente aos eleitores indecisos e àqueles que ponderam anular ou abster-se, Kobori ressaltou que a decisão nas urnas coloca em confronto direto duas visões irreconciliáveis de país.

De um lado, a defesa de uma matriz econômica pautada pelo investimento do Estado em ciência, educação, reindustrialização e inovação; do outro, a entrega deliberada de patrimônios públicos e riquezas naturais: “Não se trata de preferências partidárias, mas de soberania básica.

O agronegócio nacional só é competitivo mundialmente porque houve décadas de investimento público e pesquisa na Embrapa. A nossa independência depende de empresas como a Petrobras, da nossa indústria aeroespacial com a Embraer e da capacidade de processar internamente nossos minerais e recursos em benefício da população.

Votar na subserviência significa abrir mão de estatais, entregar as reservas estratégicas para oligarquias externas e condenar 99% do povo brasileiro a viver à margem de sua própria riqueza.” Ao concluir a sua reflexão, José Kobori reiterou o apelo para que a cidadania seja exercida com lucidez sobre o peso geopolítico do voto:

“A soberania é o direito inalienável de um povo definir seu próprio destino. O que decidimos agora é se preservamos a capacidade de sonhar com um Brasil justo e altivo ou se aceitamos a submissão humilhante.

O voto de cada brasileiro e brasileira definirá não apenas o futuro da nação, mas o próprio equilíbrio do mundo.” A análise completa de José Kobori detalhando os bastidores da geopolítica global e os impactos da votação brasileira está disponível no vídeo Porque a ELEIÇÃO no BRASIL pode MUDAR o MUNDO?.

Esse vídeo traz a análise na íntegra de José Kobori no canal Podtalk Cortes, explicando detalhadamente como os interesses geopolíticos de Washington sobre os recursos naturais da América Latina e a disputa com a China tornam a escolha eleitoral no Brasil um fator decisivo para a ordem mundial.

Publicação Original Brasil 247 brasil247.com
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