Orçamento da Colômbia para 2027 é invalidado e será aprovado por decreto presidencial

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

O orçamento da Colômbia para 2027 foi invalidado nesta quarta-feira devido a um erro durante a votação no Congresso e será aprovado pelo governo por meio de um decreto presidencial, anunciou o vice-presidente, José Manuel Restrepo. Entenda: Como os líderes de direita na América Latina estão lidando com o choque de realidade após a eleição Governo Milei: Como está a economia na Argentina? Na terça-feira, quando se esgotava o prazo para a discussão do documento, o Congresso aprovou um orçamento de cerca de US$ 201 bilhões (cerca de R$ 1 trilhão), ampliando os gastos em 16% para 2027, em apoio ao presidente de extrema-direita Abelardo de la Espriella, que tomou posse este ano, o que aumentou as preocupações dos investidores com o crescente endividamento do país.

O aumento nos gastos do Orçamento recebeu aval tanto da Câmara dos Representantes como do Senado. No entanto, por um erro, as duas Casas votaram textos diferentes num trecho específico, que dizia respeito a mecanismos para mitigar a alta do petróleo, o que acabou anulando a votação. — Este Orçamento que vamos decretar hoje é o Orçamento da verdade — declarou Restrepo. Eleições 2026: Nas propostas para o comércio internacional, Flávio se alinha aos EUA, e Lula prega multilateralismo A nova versão do orçamento mantém o montante total de US$ 201 bilhões, mas altera algumas alocações de despesas, que haviam sido definidas na etapa final do debate parlamentar. Diante do impasse jurídico criado pelo erro regimental do Congresso, a presidência recorreu a um dispositivo legal que prevê a edição de um decreto pelo Executivo que tenha como referência o texto aprovado após o primeiro debate legislativo.

Na prática, isso significa que, no decreto do governo, desaparecem cerca de US$ 950 milhões adicionais destinados à saúde, assim como verbas para subsídios de eletricidade e gás e programas voltados para os idosos. — Por serem apressados e medíocres, acabaram fazendo as coisas de forma errada. No desespero de aprovar o orçamento para Abelardo, atropelaram o trâmite legislativo — afirmou a senadora de esquerda Esmeralda Hernández, a primeira a denunciar o erro. Primeira-dama sob escrutínio por doações para vítimas do terremoto Segundo a senadora da oposição Jennifer Pedraza, o novo Orçamento também exclui um artigo que obrigava o governo a apresentar relatórios trimestrais sobre a utilização de recursos no atendimento às vítimas de um terremoto devastador que atingiu a Colômbia em 10 de agosto. Exigência: EUA condicionam apoio financeiro à Argentina após 2027 caso país siga 'rumo à direita' A primeira-dama, Ana Lucía Pineda, está sob escrutínio devido à situação de doações milionárias feitas à sua fundação privada, destinadas às vítimas do terremoto. Para Daniel Gómez, professor da Universidade de los Andes, os cofres do Estado não dispõem de recursos suficientes para viabilizar o Orçamento do governo, e seria necessário um corte de gastos. O texto enviado pelo Executivo, aprovado pelo Congresso e agora reeditado com mudanças em algumas rubricas no novo decreto presidencial, projeta um déficit fiscal de 9,4% do PIB em 2027.

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